Mercado interno reage de forma positiva
Com a chegada do final do ano, a tendência é de aquecimento no mercado interno. Segundo especialistas da área, esse cenário de aumento das exportações brasileiras e a chegada das festas de Natal e Ano Novo devem trazer vantagens aos produtores. De acordo com Edmar Gervásio, administrador do Deral, em agosto, o preço do quilo do suíno vivo pago ao produtor foi de R$ 2,54, ante R$ 1,94 contabilizado em julho, registrando uma alta de 31%.
Mas a alimentação dos animais, aponta o pesquisador, que corresponde a 71% dos custos de produção, também registrou acréscimo. De acordo com dados do Deral, em maio, o custo para se produzir um quilo de carne era de R$ 2,39. Em agosto esse valor passou para R$ 2,50. Gervásio aponta que esse crescimento se deve à elevação dos preços da soja e do milho, que ultrapassam respectivamente a casa dos R$ 76 e R$ 24 a saca de 60 quilos.
''Em agosto, a produção reduziu forçando a elevação dos preços'', salienta. O administrador do Deral explica que muitos produtores, no auge da crise, tiveram que abater matrizes e vender mais barato para o mercado interno. Segundo ele, as próprias indústrias reduziram a produção. ''Esse não é melhor cenário do setor, mas ele está reagindo muito bem'', destaca.
Para este ano, o Paraná espera abater 7 milhões de cabeças. No ano passado, o Estado abateu 6,6 milhões de cabeças. Ao todo, o Paraná é o terceiro maior abatedor de suínos do Brasil. O primeiro é Santa Catarina (9,1 milhões) e o segundo Rio Grande do Sul (7,3 milhões). (R.M.)





