Mercado interno
pára mas assimila
altas da Bolsa
A explosão do preço do café em Nova York parou o mercado interno, informaram ontem as cooperativas de Garça (SP) e Varginha (MG) e Cocamar e Coprocafé. O Sul e o cerrado mineiro realizaram poucos negócios mas os preços encostaram nos patamares de R$ 190,00 e R$ 200,00/205,00, respectivamente. No Norte do Paraná, em torno de R$ 175,00 para cafés finos. Também o presidente da Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina (BCML), Antonio Abrão, entrevistado ontem por este jornal, confirmou que praticamente não houve negócios. ‘‘O mercado está preocupado e nervoso’’, definiu Abrão, lembrando que entre os fatores de alta ainda há a greve na Colombia.
A Carraro Agrobusiness, de Maringá, observou que a reação da Bolsa de Nova York reflete a pressão do mercado físico. Os preços no físico vinham subindo (por escassez de oferta) e a situação chegou num ponto em que o mercado futuro sentiu certa desorientação, tendo que fazer ajustes até liquidar posições.
Os operadores de mercado tanto do Norte do Paraná como de Minas e São Paulo não quiseram arristar uma previsão para o mercado. Mas observaram que ‘‘é preciso ter claro que estamos diante de uma situação de escassez no disponível’’, afirmam.

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