Os trabalhadores na informalidade aumentam mais do que os trabalhadores formais, de acordo com o professor de Economia da Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – RIO) José Márcio Camargo, especialista no assunto. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de empregados com carteira assinada cresceu 1,1% de agosto para setembro, o de trabalhadores sem carteira assinada aumentou 0,9% e o dos que trabalham por conta própria cresceu 1,4%.
O fato de ter crescido mais o número dos que têm carteira assinada, porém, não significa que o trabalho formal tenha aumentado mais que o informal. Camargo observa que ‘‘é preciso somar aos sem carteira assinada os trabalhadores por conta própria para ver o crescimento do informal’’.
Para o economista, a tendência do desemprego é continuar diminuindo, enquanto a economia estiver com o atual ritmo de crescimento ou maior. O maior aumento de postos de trabalho no setor informal também deve prosseguir, segundo Camargo, até que seja aprovada uma legislação que diminua o custo do emprego.