Mercado infantil anima setor industrial
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de setembro de 1997
Agência Folha São Paulo 
A indústria de brinquedos prevê venda de 70 milhões de unidades para o Dia das Crianças - 25% a mais do que em 1996. O faturamento deve crescer 8%. Synesio Batista da Costa, presidente da Abrinq, diz que a expectativa é positiva. Enquanto algumas indústrias demitem, já contratamos 1.874 pessoas este ano e pretendemos contratar mais 500. Aires José Leal Fernandes, diretor de marketing da Estrela, diz que depois de enfrentar uma concorrência acirrada com os importados em 1995 e sobras de produtos no mercado em 1996, a indústria começa a se recuperar em 1997 por causa da alíquota de importação para brinquedos. O faturamento da Estrela dobrou no primeiro semestre deste ano sobre o de igual período de 1996.
Esse ânimo também é sentido pela rede de 25 lojas Ri Happy. De janeiro a agosto, a empresa faturou 7% a mais do que em igual período do ano passado. A venda de brinquedo vai bem pois os preços caíram, diz Ricardo Sayen, diretor. Ele conta que a rede vai inaugurar mais seis lojas até dezembro. A PB Kids, rede de 15 lojas, já está um pouco mais cautelosa. Tudo porque em abril e maio as vendas ficaram 30% abaixo do esperado. Carlos Eduardo Cimerman, presidente da PB Kids, espera vender para o Dia das Crianças o mesmo do que no ano passado. Existe uma demanda reprimida.
A Butterfly, fabricante de bichinhos de pelúcia, está mais desanimada com a venda dos últimos três meses. No primeiro semestre vendemos 20% a mais do que em igual período de 1996. Agora, o mercado esfriou. Mas acreditamos no Dia da Criança, diz Júlio Cesar de Alencar, gerente de vendas.
O setor de roupas infantis também prevê boas vendas com o Dia das Crianças. Os fabricantes dessa área estão conseguindo resultados melhores do que os que produzem outros tipos de confecções. O mercado de roupa infantil sofreu menos do que o de jeans ou de roupa para adulto porque a oferta de artigos é menor, diz Aroldo Daitx Valls, gerente da divisão fashion da Hering, que comercializa, entre outras, a marcaPUC, dedicada às crianças.
De janeiro a julho, conta ele, a venda da linha PUC cresceu entre 13% e 14% sobre a de igual período do ano passado. É verdade que nos últimos dois meses o consumo diminuiu, mas esperamos recuperação daqui para a frente.


