Mercado formal cresce 136% no PR
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quinta-feira, 06 de novembro de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Arquivo FolhaPuxando a filaIndústria de transformação foi a que mais contribuiu para o resultado positivo, abrindo 20 mil vagas Uma pesquisa feita pelo Ministério do Trabalho e divulgada ontem pela Secretaria Estadual de Empregos e Relações do Trabalho mostra que a oferta de emprego no mercado formal paranaense apresentou um crescimento de 136,8% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período no ano passado. O crescimento foi de 34,9 mil postos de trabalho. Apesar do crescimento médio semestral, que atingiu o pico em abril, os números dos meses seguintes mostram que o mês de julho teve 1,3 mil demissões a mais do que contratações.
A variação positiva obtida na média semestral representa o resultado entre o total de mão-de-obra demitida e o que foi admitida no período. A pesquisa desconsidera os índices de desemprego e a economia informal. Segundo o IBGE, 54% da população vive da economia informal.
Os dados do Ministério mostram que praticamente todos os setores da economia tiveram um saldo positivo no semestre. Atribuímos os números ao plano econômico, que trouxe melhorias para a população, afirmou o assessor de Estudos e Projetos da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, Décio Peixoto Faria.
Responsável pela elaboração da pesquisa, Faria disse que o setor da indústria de transformação foi o que mais colaborou para os resultados positivos da pesquisa, gerando 19,9 mil postos de trabalho a mais. Em seguida aparece o comércio com 5,5 mil contratações. O setor agropecuário está em terceiro lugar com 3,9 mil vagas abertas e a construção civil fechou o semestre com 3,2 mil, após cinco anos de queda consecutiva. Um dos únicos segmentos que demitiu mais do que contratou foi o da administração pública. Foram reduzidos 2,3 mil postos de trabalho.
A pesquisa do Ministério é feita com base no Cadastro Geral de Emprego e Desemprego. Todo empregador encaminha um relatório mensal ao Ministério que informa sobre o número de demissões e admissões. O relatório apresentado mostra que Curitiba concentra 44% de todos os empregos gerados no Estado. Os 16 maiores municípios do interior representam 30% da mão-de-obra. Hoje, o Paraná tem 1,7 milhão de trabalhadores com carteira assinada.


