Mercado financeiro eleva para 5,8% estimativa de inflação
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
Kelly Oliveira<br>Agência Brasil 
Brasília A projeção de instituições financeiras para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 5,71% para 5,80%. A estimativa consta da pesquisa feita pelo Banco Central (BC) sobre os principais indicadores econômicos. Para 2014, a mediana das expectativas (desconsidera os extremos nas projeções) também subiu, de 5,76% para 5,80%.
Na última quarta-feira, dia 8, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA ficou em 6,49% no período de 12 meses encerrados em abril.
Cabe ao BC fazer com que a inflação convirja para o centro da meta, que é 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, usada como instrumento para controlar a inflação, permanece em 8,25% ao ano, ao final de 2013 e de 2014.
A pesquisa do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que passou de 4,92% para 4,95%, neste ano, e de 5% para 4,95%, em 2014.
A projeção para o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 4,80% para 4,43%, neste ano, e de 5% para 5,10%, em 2014. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 4,75% para 4,51%, este ano, e de 5,28% para 5,41%, em 2014.
PIB
Analistas ainda esperam que o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no País, apresente crescimento de 3%, este ano. Essa projeção é mantida há cinco semanas seguidas. Para 2014, a estimativa permanece em 3,50%, há nove semanas consecutivas.
A estimativa para a expansão da produção industrial subiu de 2,39% para 2,53%, este ano, e permanece em 3,55%, em 2014.
A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 34,8% para 35%, em 2013, e de 34% para 34,8%, no próximo ano.
A expectativa para a cotação do dólar passou de R$ 2 para R$ 2,01, para o final deste ano, e permaneceu em R$ 2,05, ao fim de 2014. A previsão para o superavit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 10 bilhões para US$ 9,05 bilhões, neste ano, e de US$ 10,8 bilhões para US$ 10,20 bilhões, em 2014.
Para o deficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi alterada de US$ 70 bilhões para US$ 70,05 bilhões, em 2013, e de US$ 74,3 bilhões para US$ 74,8 bilhões, em 2014.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do País) foi mantida em US$ 60 bilhões tanto para 2013 quanto para o próximo ano.



