Dólar
sobe

Ibovespa
desce

Bolsa brasileira tem queda de 1,49%
O Ibovespa operou por mais um dia sob a influência do mau humor dos mercados acionários dos Estados Unidos, onde os olhares dos investidores se voltam para as possibilidades de um aperto monetário mais forte. O índice à vista abriu a sessão de negócios em alta e, tentando recuperar as perdas da véspera, testou o patamar dos 83 mil pontos. Mas na segunda etapa do pregão, virou para o negativo e começou a imprimir perdas conforme seus pares em Nova York se deterioravam. Fechou em baixa de 1,49%, aos 81.532,52 pontos. O giro financeiro foi de R$ 11,3 bilhões.

Sessão foi a terceira com saída líquida de recursos estrangeiros
Lá fora, o ambiente hostil se dá por um movimento de realização após longo ciclo de alta e, agora, em meio às perspectivas de encarecimento do dinheiro americano. Nesse contexto, o efeito por aqui é de influxo dos investimentos de não-residentes. De acordo com a B3, saíram R$ 1,342 bilhão no pregão da última terça-feira, dia 5. Foi a terceira sessão com saída líquida de recursos estrangeiros no ano. Com isso, em fevereiro, o fluxo estrangeiro ficou negativo em R$ 1,927 bilhão. No entanto, ainda não foi forte o suficiente para reverter as entradas registradas em janeiro. Em 2018, o saldo está positivo em R$ 7,622 bilhões.

Dólar se mantém em alta ante o real
O nervosismo dos mercados internacionais e a proximidade do feriado de carnaval no Brasil incentivaram o investidor a buscar posicionamento defensivo no mercado doméstico, o que manteve o dólar em alta ante o real. Com o cenário político nacional em segundo plano, as referências para os negócios vieram principalmente do mercado norte-americano. Por lá, prevaleceram as incertezas quanto à política monetária e o temor de paralisação do governo Donald Trump, no caso de fracassar o acordo em torno do orçamento do país. Ao final dos negócios no mercado à vista, o dólar foi cotado a R$ 3,2795, com ganho de 0,15%.

Juros futuros refletem reação do mercado ao IPCA de janeiro
Os juros futuros de curto e médio prazos fecharam em queda, refletindo a reação do mercado ao IPCA de janeiro abaixo do esperado, que fez crescer a aposta entre os investidores de que a Selic será reduzida novamente na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em março. Ao final da sessão regular, que mostrava liquidez fortíssima, sobretudo na ponta curta, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 estava em 6,740%, de 6,805%, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,05% para 7,97%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 8,85%, de 8,87%, e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 9,57% para 9,59%.

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