Mercado financeiro
Nervosismo perde força nos mercados globais
Depois de subir mais de 2,5% em duas sessões, o dólar à vista encontrou espaço para pequena correção e terminou a terça-feira, 6, em leve baixa. O nervosismo que tomou conta dos mercados globais na véspera perdeu força e favoreceu a recuperação das moedas emergentes, como o real. Internamente, contribuiu o leilão de US$ 475 milhões em contratos de swap cambial, em operação de rolagem anunciada pelo Banco Central. No fechamento, a divisa foi a R$ 3,2428, com recuo de 0,23%. A máxima atingiu R$ 3,2787 (+0,87%) e a mínima, R$ 3,2376 (-0,39%). O volume de negócios somou US$ 1,423 bilhão. No mercado futuro para março, caiu 0,86%, a R$ 3,2435, com US$ 29 bilhões em negócios.
Bolsa tem ganho de 2,48% e testa patamar de 84 mil pontos
Um dia após o susto com a queda vertiginosa dos mercados em Wall Street, os investidores da bolsa brasileira abriram a sessão de negócios ressabiados e vendedores. O giro financeiro chegou a R$ 16,9 bilhões. Ao longo do pregão, o Ibovespa se firmou na trajetória de alta e testou o patamar dos 84 mil pontos, enquanto o principal par, o Dow Jones, apontava volatilidade. O índice à vista encerrou com ganho de 2,48%, aos 83.894,03 pontos. Para analistas, o mercado acionário está antecipando a posição de fora, que tende a se recuperar. Sobre a reforma da Previdência, a não aprovação já foi precificada e a perspectiva é de alta caso passe no Congresso.
Notícias sobre reforma e Dow Jones puxam alta
Quase no final do pregão, o Ibovespa acelerou em duas oportunidades. Chegou a 83.577,00 pontos, em alta de 2,10%, em meio a declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de que está mantida a votação da reforma da Previdência no dia 20. Depois, aos 84.010,98 pontos (+2,81%) quando o Dow Jones engrenou na valorização. Embora a maioria dos agentes de mercado não acredite ou diga que nem conta mais com a aprovação da reforma neste mês, a mobilização e as declarações dos parlamentares por esses dias deixam dúvidas sobre as possibilidades. O relator da reforma na Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), disse que divulgará nesta quarta-feira, 7, o novo texto da proposta.
Juros fecham com queda nas taxas médias e longas
A melhora do humor nos mercados internacionais garantiu um fechamento em queda para os juros futuros nos vértices intermediários e longos, enquanto as taxas curtas terminaram estáveis. A sessão regular fechou com a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 em 6,830%, de 6,820% no ajuste de segunda-feira e a do DI para janeiro de 2020 em 8,07%, ante 8,09% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 8,94% para 8,91% e a do DI para janeiro de 2023, de 9,66% para 9,59%. Internamente, as atenções estão voltadas à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que, na quarta-feira, 7, decide sobre a Selic.





