Subiu
Ibovespa

Subiu
Dólar

Valorização no período é a maior em 12 anos
O Ibovespa encerrou a sessão de negócios de quarta-feira, 31, com ganhos de 0,51%, aos 84 912,69 pontos. Com isso, fechou janeiro valorizando 11,14%, o melhor resultado para esse mês dos últimos 12 anos. Em 2006, o índice à vista ostentou alta de 14,73% no acumulado do período. Depois de dois dias de correção, o mercado acionário brasileiro abriu em alta e o Ibovespa chegou a testar o patamar dos 86 mil pontos. No entanto, o ritmo foi arrefecendo ao longo da tarde. Imediatamente após o anúncio da decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), de manter a taxa de juros inalterada, o índice ampliou ganhos, mas desacelerou logo depois.

Entrada de recursos do exterior faz diferença
O volume de recursos estrangeiros também fez diferença. Segundo a B3, até 29 de janeiro o saldo positivo do exterior foi de R$ 9,527 bilhões, ou 70% do que foi registrado em todo o ano passado (R$ 13,4 bilhões). Outros analistas afirmam que o principal impulso após a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância. Ao fim do pregão, as blue chips desaceleraram os ganhos, mas com valorização mensal significativa. Petrobras ON e PN fecham janeiro acumulando alta de 25,96% e 22,36%, respectivamente. No setor financeiro, Itaú Unibanco PN ganhou 22,78%, Bradesco PN, 20,44%, Banco do Brasil ON, 24,70% e as units do Santander, 16,57%.

Dólar volta a subir, mas recua 3,7% em um mês
O dólar teve uma sessão volátil. Iniciou a sessão em baixa e bateu mínimas, com a briga pela formação da Ptax, mas inverteu o sinal à tarde e passou a subir, com a cautela antes da decisão de política monetária do Fed. Conforme esperado, a taxa dos Fed Funds foi mantida entre 1,25% e 1,50%. A moeda voltou então a cair pontualmente ante o real, mas voltou a subir e fechou perto das máximas, seguindo o comportamento da divisa no exterior. No mês, porém, a moeda recuou 3,76%. O dólar à vista fechou em alta de 0,32%, a R$ 3,1910. O giro foi de US$ 1,783 bilhão. No mercado futuro para março, terminou com ganho de 0,06%, a R$ 3,1955. O giro foi de US$ 27,876 bilhões.

Taxas de juros ficam perto da estabilidade
Após uma manhã em baixa, os juros futuros se acomodaram perto dos ajustes anteriores durante a tarde, com a maioria dos contratos encerrando estáveis. As taxas zeraram a queda em meio à virada do dólar, que passou a exibir leve alta no meio da etapa vespertina e terminou perto da máxima do dia. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 terminou em 6,805%, de 6,810% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 fechou estável em 8,00%. A taxa do DI para janeiro de 2021 passou de 8,81% para 8,82% e a do janeiro de 2023 terminou no mesmo patamar o ajuste anterior, a 9,51%, na máxima.

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