Dólar
sobe

Ibovespa
desce

Apetite pelo risco se mantém e índice encerra em baixa
Pelo segundo dia consecutivo, o Ibovespa seguiu devolvendo parte dos ganhos acumulados no mês. O índice à vista reduziu o ritmo no final da sessão de negócios e encerrou em baixa de 0,25%, aos 84 482,45 pontos. Em janeiro, a valorização ainda é de 10,58%. O giro financeiro foi de R$ 9,87 bilhões. O movimento foi contido, segundo analistas, por causa do apetite dos investidores pelo risco, que se mantém a despeito da correção que está havendo aqui e no exterior. "A queda não é tão forte porque continua havendo fluxo na ponta compradora", afirma Marcos Saravalle, analista da XP Investimentos.

Ações da Petrobras são destaque negativo do Ibovespa
Nesta terça (30), a queda da cotação do petróleo no mercado internacional contribuiu para que as ações da Petrobras fossem destaque negativo na carteira do Ibovespa. Os papéis ON e PN da empresa recuaram 2,44% e 1,81%, respectivamente. Mas ainda acumulam valorização de 25% e 21% em janeiro. As blue chips do setor financeiro encerraram a sessão de negócios com queda bem contida: Itaú Unibanco PN (0,39%), Banco do Brasil ON (0,39%) e Santander Unit (0,20%). No fim do pregão, Bradesco PN ainda reverteu as perdas e apontou alta de 1%.

Dólar fecha em alta de 0,48% e fica na casa dos R$ 3,1808
Após ter renovado as máximas no início da tarde, o dólar desacelerou a alta na reta final do pregão e encerrou na casa dos R$ 3,18. O exterior ditou o rumo dos negócios. O ambiente de aversão ao risco penalizou principalmente moedas emergentes e ligadas a commodities, afetadas ainda pela queda do petróleo no mercado internacional. No campo doméstico, a formação da Ptax, na quarta-feira (31), também influenciou os negócios. Com isso, a divisa americana deu sequência ao movimento de correção, recuperando parte das perdas da semana passada e fechando em alta de 0,48%.

Pressão de alta sobre juros perde força no final da sessão
A pressão de alta nos juros futuros, vinda principalmente do câmbio e do rendimento dos Treasuries e que marcou boa parte da sessão, perdeu força na reta final dos negócios. Os contratos mais líquidos encerraram com taxas perto dos ajustes anteriores, com viés de alta. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,810%, de 6,785% no ajuste da véspera, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 7,97% para 8,00%. A taxa para janeiro de 2021 terminou em 8,81%, de 8,79%, e a para janeiro de 2023 ficou estável em 9,51%.

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