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Índice recua em dia de movimento de realização de lucros
O Ibovespa fechou em queda de 0,97%, aos 84.698,01 pontos, em um dia dominado pelo movimento de realização de lucros após sucessivos recordes que levaram o índice à vista a ganhar cerca de 12% neste mês. O ritmo de queda reduziu nos últimos momentos do pregão e a valorização no mês ainda está em 10,86%. O recuo ocorreu em linha com a trajetória dos pares em Nova York. O giro financeiro foi de R$ 11,6 bilhões - em nível similar ao dia da véspera do julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o índice à vista recuou 1,22% pela cautela dos investidores.
Papéis de bancos caem após valorizações expressivas
"O movimento de realização já era esperado, pois os mercados acionários, tanto aqui como lá fora, esticaram muito", disse Carlos Soares, analista da Magliano Corretora, que acrescenta que há certa cautela dos investidores no exterior em uma semana com divulgação de indicadores importantes. Entre as blue chips, as preferidas dos investidores não-residentes, os papéis dos bancos, que conseguiram valorizações expressivas nos dois pregões anteriores, recuaram: Bradesco PN (-2,91%), Itaú Unibanco PN (2,69%), Santander Brasil Unit (2,64%) e Banco do Brasil ON (0,56%).
Dólar sobe 0,86% e vai para a casa dos R$ 3,16
Esta segunda-feira (29) foi de correção para o dólar em escala global, depois das fortes perdas da divisa na semana passada. O câmbio doméstico acompanhou o exterior, e a moeda americana subiu para a casa dos R$ 3,16, depois de ter alcançado o patamar de R$ 3,13 no fim da semana passada. Segundo profissionais do mercado, a agenda dos Estados Unidos desta semana é fator de pressão sobre os rivais do dólar. O dólar à vista fechou em alta de 0,86%, a R$ 3,1656. O giro foi de US$ 1,263 bilhão. No mercado futuro, o dólar para fevereiro terminou com ganho de 0,06%, a R$ 3,1565. O volume foi de US$ 16,854 bilhões.
Juros futuros encerram em alta com dólar e Treasuries
Os juros futuros fecharam em alta, refletindo principalmente os ajustes para cima no dólar e nos rendimentos dos Treasuries. O cenário externo mais adverso pegou o mercado de juros bastante exposto, após o forte recuo das taxas na semana passada e, com isso, houve realização moderada nos lucros. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou a 6,785%, de 6,780% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2020 subiu de 7,93% para 7,97% e a do DI para janeiro de 2021, de 8,74% para 8,79%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 9,51%, de 9,47%.





