Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Rali no desfecho leva Bolsa a alta de 3,72%
Um rali diante do desfecho esperado de confirmação da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância levou o Ibovespa a bater novo recorde nesta quarta-feira, 24, aos 83.680,00 pontos, e valorização de 3,72%. O giro financeiro também foi considerado forte, de R$ 15,7 bilhões. Durante o pregão, as ações ligadas ao governo federal, de empresas estatais como Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil, estiveram entre as maiores valorizações do índice à vista, entre 6% e 7%. Os papéis ON e PN da petroleira renovaram seguidas máximas levando o preço a R$ 20,00 e R$ 19,00, respectivamente, as maiores cotações dos últimos anos.

Analistas ainda esperam decisão sobre candidatura
Mário Mariante, estrategista-chefe para renda variável Planner Corretora Valores, ressalta que a força desses papéis no pregão de hoje reflete em parte o sentimento de que estão cada vez mais remotas as chances de Lula voltar a ocupar a Presidência da República. Para Pedro Paulo Silveira, economista-chefe Nova Futura CTVM, há dúvidas sobre o efeito na corrida eleitoral caso o ex-presidente, fora do pleito, apoie fortemente alguém. O economista Alexandre Espirito Santo, da Órama, não vê a questão do julgamento como algo definitivo para o médio prazo, quando Tribunal Superior Eleitoral (TSE) for instado a se manifestar.

Dólar vai a R$ 3,17 e fica no menor patamar em três meses
A perspectiva dos investidores de que a condenação de Lula fosse mantida se confirmou e fez o dólar à vista fechar em R$ 3,1734, o que representa uma baixa de 1,93%, para o menor patamar em mais de três meses, depois de ter alcançado os R$ 3,1500 durante a sessão. No mercado futuro, com a confirmação do placar de 3 a 0, a moeda americana para fevereiro fechou a R$ 3,15, em queda de 2,81%. Contribuiu ainda para a forte apreciação do real a queda generalizada da divisa americana no exterior. O giro foi de US$ 1,349 bilhão. Na mínima, chegou a R$ 3,1524 (-2,58%) e, na máxima, a R$ 3,2316 (-0,13%).

Taxas de juros seguem ritmo e terminam dia nas mínimas
Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda firme nas mínimas, como reflexo da expectativa de que os desembargadores do TRF-4 confirmassem a condenação em primeira instância. O exterior nesta quarta-feira, 24, também ajudou em função da queda generalizada do dólar. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou na mínima de 6,830%, de 6,900% no ajuste anterior, e a do janeiro de 2020 fechou também na mínima, de 7,99%, de 8,11% no ajuste de terça-feira. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 8,99% para 8,84% (mínima) e a do DI para janeiro de 2023 recuou de 9,78% para 9,62%.

mockup