Bolsa
desceu

Juros futuros
subiram

Ibovespa fecha em queda de 0,28%, aos 80.962,64 pontos
Um dia após galgar novo patamar histórico e chegar aos 81 mil pontos, o Ibovespa teve um dia de realização de ganhos e voltou operar na marca dos 80 mil pontos nesta quinta-feira (18). O movimento do índice à vista da bolsa brasileira foi em linha com seus pares em Nova York, que abriram a sessão e se mantiveram em baixa na maior parte do pregão, tendo como um dos motivos a hipótese de paralisação dos Estados Unidos, a partir de sábado, se não houver acordo entre democratas e republicanos. O Ibovespa fechou a sessão de negócios em queda de 0,28%, aos 80 962,64 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 9,5 bilhões, acima da média dos últimos 21 dias.

Dólar fecha em leve baixa ante o real
O câmbio doméstico acompanhou a tendência global e o dólar fechou em leve baixa ante o real, retornando ao patamar de R$ 3,20. A moeda americana abriu em alta e inverteu o sinal ainda no fim da manhã, quando bateu as mínimas da sessão, voltou a subir e no meio tarde se firmou em queda, diante da desaceleração global frente a divisas emergentes e a várias moedas fortes. O motivo foi a possibilidade de paralisação do governo dos Estados Unidos. O dólar à vista fechou em baixa de 0,13%, a R$ 3,2093. O giro foi de US$ 1,867 bilhão. No mercado futuro, a moeda americana para fevereiro terminou em queda de 0,54%, a R$ 3,2125. O volume foi de US$ 17,551 bilhões.

Juros futuros encerram a quinta com vies de alta
Os juros futuros fecharam mais uma vez perto dos ajustes anteriores, com viés de alta nos principais contratos, mesmo o dólar tendo se firmado em leve baixa. Apesar do noticiário desta quinta ter trazido algumas boas notícias no âmbito interno, as taxas voltaram a oscilar entre margens estreitas. No fim da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 subia de 6,905% no ajuste de quarta para 6,915% e a do DI para janeiro de 2020, de 8,06% para 8,10%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 8,94%, de 8,91%, e a do DI para janeiro de 2023, em 9,69%, de 9,68%.

Mercado com "as barbas de molho"
O mercado começou o dia com boas notícias, como o crescimento de 6,9% do PIB (Produto Interno Bruto) da China em 2017 e a queda de 5% do preço do GLP de uso residencial anunciada pela Petrobras, mas ainda assim as taxas passaram a manhã em alta moderada, pressionadas pela depreciação do câmbio e pelas operações de proteção que o mercado costuma fazer antes do leilão de títulos prefixados do Tesouro. "O mercado de juros hoje não está espelhando fundamento", disse o sócio-gestor da LAIC-HFM , Vitor Carvalho, complementando que "na medida em que vai se aproximando o dia 24 (dia o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva), o mercado vai colocando as barbas de molho".

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