MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa
sobe
Dólar
desce
Bolsa fecha fecha a 81.189,16 pontos
O Ibovespa nem bem esquentou no patamar dos 80 mil pontos, que visitou na terça-feira (16) e já furou uma nova barreira histórica de pontuação. Fechou o pregão com valorização de 1,70%, aos 81.189,16 pontos. Os bons ventos e recursos vindos do exterior encontraram ambiente tranquilo com agenda esvaziada na cena doméstica. As blue chips mostraram valorização relevante e deram a tônica à sessão de negócios, com Petrobras ON e PN subindo 3,62% (R$ 19,47) e 4,02% (R$ 18,36), respectivamente. Destaque também para o setor financeiro, onde Bradesco PN subiu 2,5% (R$ 36,89) e Banco do Brasil ON, 2,37% (R$ 35,42).
Recordes consecutivos tem várias explicações
Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos, ressalta que a forte valorização dos papéis da Petrobras estava atrelada à alta do petróleo no mercado internacional e a notícias corporativas relacionadas à negociação para um acordo da estatal e a União. Sobre os recordes consecutivos, Alexandre Espírito Santo, economista da Órama e professor de finanças do Ibmec-RJ, afirma que a primeira explicação é que a liquidez internacional é forte e o dinheiro está barato. O Brasil, agora, consegue acompanhar e se beneficiar desse momento. Álvaro Bandeira, economista-chefe da ModalMais, complementa que o apetite pelo risco ganha força também com a cena global em recuperação.
Dólar termina sessão em queda de 0,42%
Após ter subido pela manhã, o dólar inverteu o sinal e bateu as mínimas da sessão em meio ao maior fluxo de capitais para a bolsa brasileira. Além disso, a moeda americana perdeu valor para as principais moedas emergentes e ligadas a commodities, sob influência da alta do petróleo no mercado internacional. O cenário doméstico foi deixado de lado pelos investidores. O dólar à vista terminou a sessão em queda de 0,42%, a R$ 3,2136. O volume foi de US$ 1,998 bilhão. No mercado futuro, a moeda americana para fevereiro fechou em baixa de 0,03%, a R$ 3,2300. O giro foi de US$ 15,372 bilhões.
Juros futuros fecham perto de ajustes anteriores
Mesmo em meio ao movimento de renovação de máximas da bolsa e mínimas do dólar no mercado doméstico, os juros futuros pouco oscilaram durante a tarde e fecharam perto dos ajustes anteriores. Com volume abaixo do padrão nesta sessão, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) fechou com taxa de 6,905% (máxima), de 6,900% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 passou de 8,05% para 8,06%. A taxa do DI para janeiro de 2021 terminou em 8,91%, de 8,89% no ajuste da véspera, e a do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,68%, de 9,67%.





