Mercado financeiro
Juros futuros
desceram
Ibovespa
subiu
Sem referência de Nova York, Ibovespa fecha em alta de 0,51%
Sem o norte dado pelos mercados acionários de Wall Street, em razão do feriado de Martin Luther King, o Ibovespa navegou ao sabor das perspectivas mais favoráveis para a economia brasileira, após o Banco Central ter divulgado que o IBC-Br aponta para expansão mais forte do PIB (Produto Interno Bruto). O índice à vista fechou em alta de 0,51%, aos 79.752,37 pontos. O giro financeiro chegou a R$ 10,1 bilhões, contando com o volume gerado pelo exercício de opções sobre ações. Apenas o exercício movimentou R$ 4,761 bilhões. Do total, R$ 4,518 bilhões corresponderam a opções de compra e R$ 242,5 milhões a opções de venda.
Taxa Ptax encerra o dia cotada a R$ 3,1963
Após chegar a ser negociado abaixo de R$ 3,20, o dólar renovou as máximas no período da tarde e fechou no patamar de R$ 3,21. Segundo operadores, após o fechamento da Ptax do dia, o volume de negócios caiu ainda mais, ao mesmo tempo em que importadores aproveitaram a queda recente da moeda para ir às compras. A taxa Ptax fechou cotada a R$ 3,1963, em queda de 0,73%, sobre o fechamento anterior (R$ 3,2197). O dólar à vista terminou em alta de 0,23%, a R$ 3,2141. O giro foi de US$ 588 milhões. No mercado futuro, o dólar para fevereiro fechou com ganho de 0,31%, a R$ 3,2235. O volume foi de US$ 9,028 bilhões.
Curto e médio prazo confirmam sinal de baixa
Os juros futuros de curto e médio prazos confirmaram no fechamento da sessão regular o sinal de baixa exibido desde a parte da manhã de segunda-feira (15), enquanto as taxas longas reduziram a queda e fecharam mais perto da estabilidade. A sessão teve liquidez abaixo do padrão, atribuída à ausência dos players em Wall Street. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 caiu de 6,925% para 6,895% e a do DI para janeiro de 2020, de 8,06% para 8,02%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou em 8,86%, de 8,89% no ajuste de sexta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou estável em 9,64%.
Movimento de queda está relacionado com correção da taxa da semana passada
Profissionais da área de renda fixa relacionaram o movimento de queda nas taxas curtas a uma correção de parte da trajetória de altas na semana passada que havia sido provocada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de dezembro acima do esperado. Os longos estiveram também em baixa durante o dia, influenciados pela perspectiva positiva de fluxos a países emergentes e com o dólar em queda. Na última hora de negócios da sessão regular, porém, as taxas longas passaram a renovar máximas, até zerando o declínio em alguns vencimentos, acompanhando a piora no câmbio, já que o dólar inverteu a queda e passou a subir, novamente acima de R$ 3,20.





