Petrobras ON e PN
desceram

Juros Futuros
subiram

Dólar retorna a casa dos R$ 3,23
Após dois dias de alta, o dólar fechou em queda nesta quarta-feira (10) retornando à casa dos R$ 3,23, em um dia marcado pelo maior fluxo de capitais com a atuação de exportadores. O comportamento do câmbio doméstico ficou em linha com o enfraquecimento da moeda americana no exterior. O dólar à vista fechou em queda de 0,39%, a R$ 3,2353. O giro foi de US$ 1,050 bilhão. Na mínima, chegou a R$ 3,2273 (-0,63%) e, na máxima, a R$ 3,2565 (+0,26%). No mercado futuro, o dólar para fevereiro terminou em baixa de 0,63%, a R$ 3,2375. O volume foi de US$ 16,488 bilhões. Na mínima, alcançou R$ 3,2360 (-0,68%) e, na máxima, R$ 3,2655 (+0,23%).

Ibovespa opera em terreno negativo
Em mais um dia de realização de ganhos, desta vez alinhada à direção do mercado acionário em Wall Street, o Ibovespa fechou em queda de 0,84%, aos 78.200,57 pontos. O movimento de correção, que manteve o índice em terreno negativo durante toda a sessão. Felipe Vilegas, analista da Genial Investimentos, ressalta que pesaram a forte desvalorização de blue chips como as da Petrobras, da Vale e do Bradesco. O recuo dos papéis da petroleira nacional ocorreu na contramão das cotações dos contratos futuros de petróleor. Foi uma correção forte com as ações ON e PN encerrando a sessão em queda de 1,88% e de 1,35%, respectivamente.

Resultado do IPCA puxou alta dos juros futuros
Os juros futuros de curto prazo fecharam em alta e os longos, quase estáveis ou em queda. O vetor principal dos negócios foi o resultado do IPCA de dezembro e de 2017 acima do esperado. Com forte volume, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 6,865%, de 6,810% no ajuste de terça, e a do DI para janeiro de 2020, hoje o mais líquido entre os principais contratos, fechou em 8,04%, de 8,00% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou na mínima de 8,92%, perto do ajuste de terça que foi de 8,90%. A taxa do DI para janeiro de 2023 caiu de 9,78% para 9,74% e a do DI para janeiro de 2025, de 10,23% para 10,17%.

Inflação acumulada ficou abaixo dos 3% previstos
O IPCA fechou 2017 com inflação acumulada de 2,95%, abaixo dos 3% estabelecidos como piso da meta central de 4,5%, mas acima do teto das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de 2,89%. A inflação de dezembro, de 0,44%, também surpreendeu, pois a previsão mais pessimista era de 0,38%. Embora os resultados não tenham trazido preocupações com a trajetória da inflação, houve redução das apostas em corte da Selic de 0,25 ponto porcentual em fevereiro, mas que ainda seguem amplamente majoritárias, com respectivo aumento das estimativas de manutenção da Selic em 7%. Para março, o mercado também reduziu a perspectiva de nova redução, que já era minoritária mesmo antes do IPCA.

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