Dólar
sobe

Ibovespa
desce

Bolsa fecha em baixa de 0,65% aos 78.863,53 pontos
O Ibovespa operou em queda em um dia de realização de lucros após valorizar por 11 pregões consecutivos. Foi uma sessão descolada do sinal positivo vindo dos mercados acionários externos com os índices de Nova York subindo de maneira consistente. De acordo com analistas, a correção ocorre porque, desde o início de 2018, a bolsa brasileira foi a que acumulou mais ganhos em relação a seus pares dos Estados Unidos. Entre os dias 2 de janeiro e esta terça (9), em dólares, o Ibovespa ganhou 5,53% enquanto Dow Jones, 2,77% e S&P500, 3,16%. Na última hora do pregão, as perdas aceleraram, levando o índice a fechar em 0,65% de queda, aos 78.863,53 pontos.

Papéis da Petrobras encerram pregão em baixa e estável
Fabrício Estagliano, analista-chefe da Walpires Corretora, ressalta que nesta terça (9) todas as blue chips do setor financeiro devolveram os ganhos acumulados desde o primeiro pregão. No plano das commodities, as cotações dos contratos futuros de petróleo indicaram forte alta durante toda a tarde e ajudaram a impedir a queda maior das ações ON e PN da Petrobras, que encerraram o pregão, respectivamente, em baixa de 0,11% e em 0,00% - estável em relação ao fechamento de segunda-feira (8). Já os papéis Vale ON, com recuo de 0,37%, descolaram da alta do minério de ferro no exterior, que abriu valorizado no Porto de Qingdao, na China.

Dólar valoriza ante real pelo segundo dia seguido
Após a volatilidade registrada nas primeiras horas de negociação, o cenário externo prevaleceu e o dólar se valorizou ante o real pelo segundo dia seguido. A alta da divisa americana foi influenciada ainda pelo movimento de realização de lucros na bolsa. A queda do Ibovespa após 11 altas consecutivas foi um dos indutores da apreciação do dólar, destacou Durval Correa, diretor da mesa de câmbio da corretora MultiMoney. O dólar à vista fechou em alta de 0,30%, a R$ 3,2479. O giro foi de US$ 1,133 bilhão. Na mínima, chegou a R$ 3,2302 (-0,25%) e, na máxima, alcançou R$ 3,2556 (+0,53%).

Cenário exterior eleva juros de médio e longo prazos
Os juros futuros de médio e longo prazos encerraram a sessão regular em leve alta ante os ajustes anteriores, em sintonia com o desempenho do dólar e com alguma influência ainda da forte abertura da curva norte-americana, onde o rendimento dos Treasuries mostrava avanço firme. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou na máxima de 8,00%, de 7,98%, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,86% para 8,90%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 9,78%, de 9,74%. As taxas curtas terminaram estáveis, com a do DI para janeiro de 2019 em 6,810%, mesmo patamar do ajuste de segunda-feira (8).

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