Mercado financeiro
Dólar
desceu
Ibovespa
subiu
Moeda americana acumula perda de 2,45% em 2018
O maior apetite ao risco desencadeado por uma série de indicadores econômicos positivos levou o dólar a cair frente a várias moedas, incluindo o real, nesta quinta-feira (4). O otimismo em relação ao crescimento da economia mundial, aliado a notícias favoráveis também no campo doméstico, fez a moeda americana à vista fechar na casa dos R$ 3,23, no menor patamar em quase um mês, depois de ter atingido os R$ 3,22 no intraday. Foi a terceira queda seguida da moeda, que acumula perda de 2,45% neste início de 2018. O dólar à vista fechou em baixa de 0,25%, a R$ 3,2342. O giro foi de US$ 1,085 bilhão. Na mínima, atingiu R$ 3,2226 (-0,61%) e, na máxima, R$ 3,2428 (+0,01%).
Ibovespa rompe a barreira dos 79 mil pontos
Embalado pelos bons ventos vindos do exterior e perspectivas para um ambiente doméstico mais favorável, o Ibovespa rompeu a barreira dos 79 mil pontos no início da segunda etapa e fechou o nono pregão consecutivo em alta. O índice perdeu força no final da tarde, mas, ainda assim, encerrou a sessão com valorização de 0,84%, aos 78.647,41 pontos. Com isso, o índice já acumula ganho em torno de 8,3% no período. O apetite pelo risco fez com que investidores estrangeiros alimentassem também o giro financeiro da bolsa por aqui. O volume, que chegou a R$ 9,6 bilhões, é maior que a média da primeira semana de janeiro do ano passado, que ficou em torno de R$ 5,6 bilhões.
Dia de juros futuros perto da estabilidade
Os juros futuros fecharam a sessão regular perto da estabilidade, tanto nos contratos de vencimento curto quanto nos longos. Embora o ambiente global tenha sido de apetite por ativos de risco, o recuo das taxas, sobretudo as de longo prazo, foi limitado pelo leilão de papéis prefixados do Tesouro, com destaque para a oferta inédita de NTN-F 2029. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,770%, de 6,775% no ajuste de quarta. A taxa do DI para janeiro de 2020 passou de 7,92% para 7,93% e a do DI para janeiro de 2021, de 8,85% para 8,83%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 9,76%, de 9,75%.
Leilão vende totalidade da oferta de prefixados do Tesouro
O Tesouro vendeu integralmente a oferta de 5 milhões de LTN e de 3,750 milhões de NTN-F, dos quais 3 milhões dos papéis para 1/1/2029. A oferta primária de títulos prefixados longos normalmente impõe pressão de alta aos DIs, uma vez que muitos investidores montam operações de proteção no mercado futuro contra o risco dos papéis. À parte este fator técnico, profissionais da área de renda fixa afirmam que o clima é bastante favorável para a queda das taxas, No Brasil, os dados de atividade e de inflação têm sido benignos, o que reforça a avaliação de manutenção da Selic em patamares historicamente baixos por muito tempo.





