Petrobras ON
subiu

Juros futuros
desceu

Ibovespa completa oito sessões em alta
O acordo feito pela Petrobras nos Estados Unidos, que foi visto por analistas como positivo para a empresa, se somou ao otimismo dos investidores com a economia brasileira e contribuiu para que o Ibovespa batesse mais um recorde de pontuação nesta quarta-feira, 3, na oitava alta consecutiva do índice. Além disso, contaram a favor o avanço das bolsas de Nova York e os ganhos nos preços de commodities como petróleo e minério de ferro. Em mais uma máxima histórica, o Ibovespa fechou o dia com alta de 0,13%, aos 77.995,16 pontos. O volume de negócios foi de R$ 8,5 bilhões. A Petrobras terminou o dia com altas de 1,67% (ON) e 0,91% (PN).

Dólar encerra o dia no menor patamar em quase um mês
O dólar à vista encerrou a quarta-feira abaixo da marca de R$ 3,25, aos R$ 3,2423, menor patamar em quase um mês. O dia foi favorável a ativos de economias emergentes em geral, com aumento da apetite pelo risco. A moeda no segmento à vista fechou em baixa de 0,50%, cotada em R$ 3,2423, menor preço desde 6 de dezembro de 2017, quando havia encerrado em R$ 3,2339. O forte avanço do petróleo, a queda do risco Brasil e o otimismo com a economia, também deram suporte ao alívio no câmbio. No segmento futuro, o dólar para fevereiro terminou em R$ 3,2480 (-0,70%), com mínima de R$ 3,2440 e máxima de R$ 3,2775. O giro financeiro somou US$ 16,267 bilhões.

Ajuste menor nos contratos de longo prazo
Os juros futuros fecharam em baixa, em sintonia com os ajustes positivos no câmbio e na Bolsa domésticos. O ajuste foi menor que o registrado na terça, mas mais concentrado nos contratos de longo prazo, justamente os considerados percepção de risco. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 caiu de 6,805% no ajuste de terça para 6,780% no fim da sessão estendida. A do DI com vencimento em janeiro de 2020, de 7,93% para 7,94%. No DI para janeiro de 2021, a taxa projetada foi de 8,85%, de 8,88% no ajuste anterior. E no contrato para janeiro de 2023, de 9,76%, ante 9,80% no ajuste da véspera.

Balanço de risco mais favorável para curto e médio prazos
Ao explicar a queda das taxas longas, um gestor destacou a inclinação elevada da curva a termo, com o diferencial entre os contratos para janeiro de 2021 e de 2025 superando 135 pontos-base, "na máxima histórica", enquanto a média dos últimos anos é de 25 bps. "Com a virada do ano, voltou a aumentar o fluxo de estrangeiros e os locais também aumentaram o risco de seus 'books'", afirmou.
Nos DIs de curto e médio prazos, disse o gestor, "o balanço de riscos para o BC ficou mais favorável, com reajuste de 1,8% do salário mínimo, bandeira verde e perspectiva de queda adicional do IPCA 2018 no boletim Focus". A curva precificava à tarde 34 bps de queda da Selic no primeiro semestre.

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