Subiu
Vale

Desceram
Taxas de juros

Cenários externo e interno contribuem para avanço
O Índice Bovespa apoiou-se em aspectos positivos dos cenários interno e externo e subiu 0,94% nesta quarta-feira, 20, aos 73.367,03 pontos. A redução da alíquota do depósito compulsório impulsionou as ações de bancos, enquanto a expectativa de aquecimento econômico nos EUA, a partir da reforma tributária, favoreceu papéis de siderurgia, mineração e energia em todos os mercados. Apesar do viés positivo durante todo o dia, o volume de negócios voltou a ficar abaixo da média e somou R$ 6,5 bilhões. O noticiário da tarde foi monitorado de perto, mas teve pouca influência sobre os negócios na bolsa.

Liberação de compulsórios puxa financeiras para cima
O viés de alta na bolsa foi determinado desde a abertura. A liberação de R$ 6,5 bilhões em depósitos compulsórios manteve as ações do setor financeiro em alta, com expectativa de impacto na oferta de crédito e no aquecimento econômico. Bradesco ON fechou em alta de 0,93% e Itaú Unibanco PN ganhou 0,37%. Ainda, as ações de siderurgia e mineração mantiveram alta, com destaque para Vale ON (+3,43%), Usiminas PNA (+4,53%) e CSN ON (+4,99%), que foram beneficiadas. O mesmo ocorreu no setor de energia, que favoreceram os ganhos dos papéis da brasileira Petrobras, que subiram 1,27% (ON) e 0,66% (PN).

Dólar sobe com remessa de lucros ao exterior
O dólar encerrou o pregão com leve alta, na contramão do movimento da moeda no cenário internacional. Parte da explicação é que era o último dia para as empresas fazerem remessas de lucros e dividendos para o exterior antes do recesso de fim de ano, já que a liquidação ocorre em dois dias úteis. É por isso, inclusive, que o giro da sessão foi relativamente alto, de US$ 2,421 bilhões. O dólar à vista fechou com alta de 0,12%, a R$ 3,2962. Na máxima, atingiu R$ 3,3001 (+0,24%) e, na mínima, R$ 3,2821 (-0,31%). Mais cedo, o Banco Central vendeu integralmente o último lote de contratos de swap cambial tradicional, no valor de US$ 540 milhões.

Taxas de juros fecham perto das mínimas do dia
Os juros futuros fecharam perto das mínimas do dia. O movimento foi atribuído a um ajuste ao avanço exagerado das taxas nos últimos dois dias, a partir da melhora do mercado de moedas de países emergentes e da expectativa com o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) e o IPCA-15 de dezembro, que serão divulgados nesta quinta-feira, 21. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou na mínima de 6,89%, de 6,92%, e a do DI para janeiro de 2020, em 8,18% (mínima), de 8,28% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 9,36% para 9,24% e a do DI para janeiro de 2023, de 10,37% para 10,24%.

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