Mercado financeiro
Viés negativo se estendeu por todo o pregão
Depois de dois pregões consecutivos de ganhos, o Índice Bovespa perdeu fôlego nesta terça-feira (19) e fechou com baixa moderada, de 0,60%, aos 72.680,36 pontos. O viés negativo, que se estendeu por praticamente todo o pregão, refletiu a influência negativa das bolsas de Nova York e um desconforto com o noticiário doméstico, que gerou temores de rebaixamento do rating brasileiro e aumento de impostos. O volume financeiro foi fraco, totalizando R$ 6,8 bilhões. Um dos destaques do dia foi a repercussão da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski de suspender a medida provisória que adia pelo prazo de um ano os reajustes dos servidores públicos.
Dólar começa em alta, mas recua 0,10% no fim do dia
O dólar oscilou no terreno positivo durante a maior parte da tarde desta terça-feira, 19, com investidores à espera da votação da reforma tributária nos Estados Unidos. Mas perto do fechamento a divisa inverteu a tendência e encerrou a sessão com recuo de 0,10%, a R$ 3,2922, em um movimento de correção, segundo Alessandro Faganello, operador da Advanced Corretora. "O dólar teve uma alta muito expressiva intraday, e o mercado acabou corrigindo isso", diz. A divisa chegou a ser negociada, na máxima, a R$ 3,3081 (+0,39%) e, na mínima, a R$ 3,2834 (-0,36%). O giro foi de US$ 2,514 bilhão. O Banco Central realizou dois leilões de linha com a oferta de US$ 2 bilhões.
Longo prazo fecha em alta
Os juros futuros de longo prazo fecharam a sessão regular em alta, acompanhando o forte avanço do retorno dos Treasuries ao longo da tarde que, por sua vez, refletiram a expectativa positiva do investidor para a aprovação da proposta conjunta de senadores de deputados na reforma tributária nos Estados Unidos. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou estável em 6,92% e a do DI para janeiro de 2020 passou de 8,27% para 8,28%. A taxa do DI para janeiro de 2021 avançou de 9,30% para 9,36% e a do DI para janeiro de 2023 encerrou em 10,37%, de 10,29% no ajuste de segunda-feira.
Exterior e cenário doméstico influenciam juros futuros
Os juros rondaram os ajustes pela manhã, mas à tarde os vencimentos de longo prazo passaram a subir e a bater máximas, alinhados principalmente à escalada do rendimento da T-Note de dez anos. Às 16h29, a T-Note de dez anos projetava taxa de 2,464%, ante 2,391% no final da tarde de segunda-feira. A influência externa pegou o mercado por aqui já incomodado com os possíveis impactos sobre a área fiscal da derrubada de artigos da MP (Medida Provisória, que adiavam em um ano o reajuste do funcionalismo público e aumentavam a contribuição previdenciária de servidores que ganham mais de R$ 5,5 mil, de 11% para 14%.





