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Bolsa tem alta de 1,39% após pregão de instabilidade
A instabilidade foi a principal característica do pregão no Índice Bovespa nesta terça-feira (12), que alternou altas e baixas inúmeras vezes ao longo do pregão e terminou o dia aos 73.813,53 pontos, na máxima do dia, com alta de 1,39%. As incertezas quanto à aprovação da reforma da Previdência continuaram no centro das atenções, favorecendo a volatilidade das ações ao longo do dia. Mas foi nos minutos finais de negociação que a alta se consolidou, a partir da notícia de que o TRF-4 marcou o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato para o dia 24 de janeiro.

Bancos mostram recuperação com julgamento de Lula
Com a informação sobre o julgamento de Lula, as ações do setor financeiro foram as primeiras a mostrar recuperação, o que acabou por ser determinante para os ganhos do Ibovespa. Bloco de maior peso na composição do Ibovespa, os papéis de maior destaque nesse grupo foram Banco do Brasil ON (+2,19%) e Bradesco ON (+2,03%). Os papéis da Petrobras operaram em queda na maior parte do dia, alinhados à queda do petróleo. No final, as ações da petroleira também refletiram a mudança na percepção de risco político e terminaram o dia com altas de 1,38% (ON) e 0,72% (PN).

Dólar fecha em alta de 0,03% negociado a R$ 3,3125
A notícia de que o Tribunal Regional Federal agendou para 24 de janeiro o julgamento do ex-presidente Lula, na Operação Lava Jato, fez com que o dólar negociado para janeiro arrefecesse a alta experimentada durante toda a sessão. A moeda, que vinha subindo 0,60% às 17h30, chegou a ser negociada no terreno negativo, com queda de 0,06%. Mas fechou em leve alta de 0,03% a R$ 3,3125. Para Bruno Foresti, operador de câmbio da Ourinvest, caso a reforma da Previdência não seja aprovada e isso implique um rebaixamento da nota de risco do Brasil, a cotação da moeda americana pode passar dos R$ 3,40.

Taxas de juros futuros fecham em direções diferentes
Os juros futuros de médio e longo prazos fecharam em alta, enquanto os vencimentos curtos encerraram a sessão regular perto dos ajustes anteriores, com viés de baixa. A falta de definição em torno da reforma da Previdência, com percepção cada vez maior de que a proposta não será votada este ano, continuou como fator principal a guiar os negócios. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,98%, de 6,99%. A taxa do DI para janeiro de 2020 encerrou em 8,29%, de 8,31%. A taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 9,25% para 9,32% e a do DI para janeiro de 2023, de 10,14% para 10,25%.

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