Bolsa sobe 0,09% em compasso de espera por reforma da Previdência
A valorização de ativos no mercado externo foi essencial para a leve alta do Índice Bovespa nesta segunda-feira (11), que avançou 0,09%, aos 72.800,04 pontos. Já a indefinição em torno da reforma da Previdência manteve-se como fator de volatilidade. O compasso de espera imposto pelo cenário político indefinido também se refletiu no reduzido volume de negócios, que somou R$ 7,1 bilhões.
O cenário internacional foi importante contraponto, que impediu uma queda do índice. As altas do petróleo, dos metais e das bolsas de Nova York ajudaram a dar sustentação ao Ibovespa por toda a tarde, ao impulsionar papéis específicos, como Vale ON (+0,79%) e Petrobras (0,50% na ON e 0,20% na PN).

Dólar perde força ao longo do dia e encerra em alta moderada
Depois de renovar sucessivas máximas durante a tarde, o dólar perdeu força perto do horário do fechamento nesta segunda, oscilando ora no campo positivo, ora no negativo. O motivo foi a falta de avanço no front da reforma da Previdência, que permitiu que a divisa encerrasse a sessão com alta moderada. O dólar à vista fechou em alta de 0,12%, a R$ 3,2999. Na máxima, atingiu R$ 3,3034 (+0,22%) e, na mínima, R$ 3,2735 (-0,71%). O giro foi de US$ 699,570 milhões. O bitcoin estreou no mercado futuro da Chicago Board Options Exchange (Cboe), no domingo à noite. O contrato para janeiro foi negociado a US$ 18.350, enquanto a moeda virtual era cotada a US$ 16.977,79.

Juros de curto prazo fecham perto da estabilidade
Os juros futuros encerraram a segunda-feira perto da estabilidade nos vencimentos curtos e com viés de alta nos demais prazos, zerando o viés de queda mostrado desde o começo da tarde. A poucos minutos do final da sessão regular, as taxas dos principais contratos passaram a bater máximas. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,99%, de 7,01% no ajuste anterior. Nas máximas, a taxa do DI para janeiro de 2020 encerrou em 8,29%, estável, e a do DI para janeiro de 2021 passou de 9,24% para 9,25%. A taxa do DI para janeiro de 2023 subiu de 10,11% para 10,14%. Às 16h34, o dólar à vista subia 0,07%, aos R$ 3,2979.

Cenário político segura a queda dos juros
Profissionais consultados pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) não citaram nenhum fator específico que possa ter influenciado as máximas no câmbio e nos juros e o movimento foi atribuído a alguns ajustes de posições em meio à liquidez fraca. O mercado amanheceu um pouco mais otimista sobre a reforma da Previdência, após o noticiário do fim de semana, que trouxe como destaque a convenção do PSDB. Além disso, o PPS se juntou ao PMDB e ao PTB, fechando questão em torno do apoio ao texto. Porém, as taxas reduziram a queda após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dizer que é muito difícil votar o texto na próxima semana.

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