Mercado financeiro
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sexta-feira, 08 de dezembro de 2017
Agência Estado 
Índice fecha a quinta-feira com queda de 1,07%
O desânimo do investidor com o andamento da reforma da Previdência trouxe fortes perdas à Bovespa nesta quinta-feira (7). A constatação de que as chances de aprovação da reforma este ano são cada vez menores levou o Índice Bovespa a registrar perda de até 2,61% pela manhã. À tarde, a alta dos preços do petróleo e das bolsas de Nova York ajudou a bolsa a corrigir excessos e o índice terminou o dia em baixa mais moderada, de 1,07%, aos 72.487,45 pontos. As quedas da bolsa atingiram praticamente todas as blue chips do mercado, com destaque para o setor financeiro, o mais importante na composição do Ibovespa.
Dólar acumula ganho de 1,35% em relação ao real
Depois de superar a casa dos R$ 3,30 na parte da manhã desta quinta-feira, o dólar reduziu o ritmo de alta e oscilou ao redor dos R$ 3,29 até o encerramento da sessão. O arrefecimento no período da tarde veio em linha com o número menor de declarações acerca da reforma da Previdência. O dólar à vista fechou em alta de 1,70%, a R$ 3,2888. Na máxima, atingiu R$ 3,3186 (+2,62%) e, na mínima, R$ 3,2480 (+0,44%). O giro foi de US$ 1,522 bilhão. Com essa valorização, o dólar ante o real passou a acumular ganho de 1,35% de terça a quinta-feira. No mesmo período, a divisa americana se valorizou 1,37% ante o canadense.
Ceticismo volta às mesas de operação
Os juros futuros prosseguiram em alta firme do início ao término da sessão regular. Após, na quarta-feira (6), o fechamento de questão para apoio à reforma da Previdência por parte do PMDB e PTB ter dado alguma esperança em torno da definição de uma data para a votação, o ceticismo voltou ao dia seguinte com força às mesas de operação. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 passou de 7,04% para 7,06% e a do DI para janeiro de 2020, de 8,27% para 8,34%. A taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 9,18% para 9,27% e o DI para janeiro de 2023, de 10,04% para 10,15%.
Juros curtos ficam estáveis
A Decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre o corte da Selic também influenciou o humor dos investidores. O corte em 0,50 ponto porcentual para 7,00 estava bem precificada, mas havia alguma incerteza sobre a sinalização para o encontro de fevereiro. E, pelo comunicado, o mercado entendeu que haverá pelo menos mais uma redução, desta vez de 0,25 ponto porcentual, o que exigiria ajustes para baixo na curva curta, uma vez que alguns players trabalhavam com o cenário de que o corte de quarta seria o último do ciclo. Porém, os juros curtos acabaram ficando estáveis, contaminados pelo mau humor generalizado.


