Subiu
Petróleo tipo Brent

Desceu
Petrobras ON e PN

Recuo do dólar diminui nos últimos minutos
O mau humor voltou a imperar no mercado de câmbio nesta terça-feira, 5. Notícia de bastidores de que o governo não teria votos suficientes para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara fez com que o dólar para janeiro reduzisse as perdas de 0,30% para 0,02% nos últimos minutos. Por isso, o dólar à vista, cujo pregão já estava fechado quando a notícia começou a circular, ficou em R$ 3,2358 (-0,29%). Na máxima, atingiu R$ 3,2467 (+0,04%) e, na mínima, R$ 3,2203 (-0,76%). Ainda, o Banco Central fez duas intervenções no mercado, com leilão de 14 mil contratos de swaps cambiais (US$ 700 milhões) e a realização de dois leilões com compromisso de recompra (até US$ 2 bilhões).

Bovespa tem volatilidade alta e fecha em queda
A expectativa em torno da reforma da Previdência trouxe volatilidade ao mercado brasileiro de ações. O Índice Bovespa alternou altas e baixas ao longo do dia e terminou o pregão em queda de 0,74%, aos 72.546,17 pontos. O indicador oscilou em um intervalo bastante expressivo, de 1.847 pontos, ao caminhar entre a máxima de 74.166 (+1,47%) e a mínima de 72.318 pontos (-1,06%). O índice registrou alta na maior parte da manhã com notícias sobre a iminência de o PMDB fechar questão pelo voto a favor da reforma, com forte inversão da tendência na última hora de negociação, quando o mercado repercutiu as dificuldades do governo de reunir os votos necessários.

Blue chips puxam para baixo resultado do dia
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, os principais destaques ficaram com Vale ON (-2,20%) e ações do setor siderúrgico, como Usiminas PNA (-4,23%), que teve a maior queda do índice no dia. Os papéis da Petrobras recuaram 1,06% (ON) e 1,10% (PN), apesar da alta dos preços do petróleo no mercado internacional apoiada na chance de tensões entre israelenses e palestinos, desencadeadas pela atuação dos Estados Unidos. Na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo tipo Brent avançou 0,65%, a US$ 62,86. As ações do setor financeiro também fecharam majoritariamente em queda, com destaque para Banco do Brasil ON (-1,46%). Os negócios somaram R$ 8,0 bilhões.

Taxas de juros encolhe de olho na decisão do Copom
Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda, ainda com reflexo sobre a melhora da percepção sobre a votação da reforma da Previdência, mas com taxas longe das mínimas do dia. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 7,04%, de 7,06% no ajuste anterior, e a taxa do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,32% para 8,28%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 9,18%, de 9,23% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2023 recuou de 10,13% para 10,05%. O Copom anuncia nesta quarta-feira, 6, a decisão sobre a Selic e as apostas são de redução de 0,5 ponto, para 7,00%.

mockup