Mercado financeiro
Juros futuros
desceu
Bolsa
subiu
Alta das ações recompôs quedas de novembro
O desempenho majoritariamente positivo das bolsas de Nova York e uma melhora na expectativa do investidor quanto à reforma da Previdência no Brasil foram os dois principais motores da alta de 1,14% registrada nesta segunda-feira (4), pelo Índice Bovespa, que fechou aos 73.090,17 pontos. Por aqui, o incentivo veio de uma percepção de mudança de clima em Brasília sobre a reforma, após as reuniões de domingo do presidente Michel Temer com líderes da base aliada. Apesar da alta significativa do Ibovespa, analistas afirmam que o avanço desta segunda, em sua essência, foi uma recomposição de posições, depois da queda de mais de 3% em novembro.
Queda do câmbio acompanhou pauta política
Mais uma vez, as declarações acerca da votação da reforma da Previdência ditaram a trajetória do câmbio no mercado local. Quanto mais os parlamentares se mostravam otimistas com a aprovação da pauta ao longo do dia, mais o dólar recuava. Foi assim durante boa parte do pregão, e a divisa à vista acabou fechando com queda de 0,28%, na casa de R$ 3,2451. "Houve reversão completa do pessimismo que vimos na semana passada", diz Bruno Foresti, operador do banco Ourinvest. "Resta saber se a euforia foi exagerada", completa. O giro do dólar à vista foi 34% maior do que o registrado no fechamento de sexta-feira, chegando a US$ 1,036 bilhão.
Destaques de baixas ficam com os contratos de longo prazo
Os juros futuros fecharam em queda, com alguns dos principais contratos nas mínimas da sessão. Os destaques de baixa foram os contratos de longo prazo, trecho onde há mais prêmio de risco da curva, refletindo a melhora da percepção do mercado sobre a votação da reforma da Previdência. Ao final da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou com taxa de 7,06%, de 7,09% no ajuste anterior e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,40% para 8,32%. A taxa do DI janeiro de 2021 terminou na mínima de 9,23%, de 9,32% no ajuste de sexta-feira e a do DI para janeiro de 2023 encerrou, também na mínima, a 10,13%, de 10,24%.
Governo aposta no argumento da consolidação do crescimento
O presidente Michel Temer esteve reunido durante o fim de semana com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), líderes dos partidos aliados e ministros para acertar uma estratégia de votação para a reforma da Previdência no curto prazo e a percepção do mercado é de que há uma chance de o projeto passar ao menos em primeiro turno. Para convencer líderes partidários a fazer o último esforço do ano para votar a reforma, a equipe econômica usou como argumento a perspectiva de consolidação do crescimento econômico a partir de junho de 2018, justamente no período eleitoral. O governo quer colocar a matéria em votação quando tiver segurança dos votos.





