Mercado financeiro
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quarta-feira, 08 de novembro de 2017
Agência Estado 
Desempenho mostra temor sobre reforma da Previdência
A bolsa brasileira reagiu com forte queda nesta terça-feira, 7, à notícia de que o presidente Michel Temer admitiu a possibilidade de derrota na tentativa de fazer avançar a reforma da Previdência. Outro temor foi o da possibilidade de elevação de tributos, devido ao impacto negativo para as empresas e a economia. O cenário internacional foi de alta do dólar e de queda das bolsas, o que também não ajudou. Assim, o Índice Bovespa terminou em queda de 2,55%, aos 72 414,87 pontos. Os negócios somaram R$ 13 bilhões. Na contramão estiveram as ações da Eletrobras, que subiram 2,41% (ON)e 1,29% (PN), embaladas pela expectativa de privatização proposta pelo governo federal.
Estatais e setor financeiro concentram maiores baixas
A terça-feira foi de queda generalizada no Ibovespa, mas entre os principais destaques estiveram as ações que melhor refletem o risco político, como as estatais. Petrobras ON e PN caíram 4,59% e 5,34%, respectivamente. Banco do Brasil ON perdeu 5,01%. Todos os papéis do setor financeiro tiveram quedas significativas, que chegaram a superar os 3% no intraday, influenciados pelas especulações sobre rebaixamento de rating. No fechamento, destacavam-se também Bradesco PN (-3,05%) e Itaú Unibanco PN (-2,38%). Alinhada à queda do minério de ferro e ao mau humor interno, Vale ON caiu 2,39% e influenciou o setor de siderurgia, com Usiminas PNA (-8,68%) à frente.
Dólar avança com foco em reforma tributária de Trump
O dólar se fortaleceu frente a várias moedas com o avanço da proposta de reforma tributária apresentada pelo presidente americano, Donald Trump, e à constatação de que dificilmente a reforma da Previdência será aprovada neste ano. Também levou o dólar a fechar em alta frente ao real a desvalorização de divisas de países emergentes o recuo do petróleo no mercado internacional. Para analistas, o desempenho nacional tem sido bastante colado ao de outros emergentes. O dólar à vista fechou em alta de 0,56%, cotado a R$ 3,2761. O giro financeiro foi de US$ 987,613 milhões. Na mínima, atingiu R$ 3,2550 (-0,09%) e, na máxima, R$ 3,2886 (+0,95%).
Taxas de juros de longo prazo fecham em alta
Os juros futuros de longo prazo, termômetro da percepção de risco, fecharam a sessão em alta, diante do pessimismo pela aprovação da reforma da Previdência e de outras pautas de interesse do governo no Congresso. O fortalecimento do dólar também contribuiu para a recomposição de parte dos prêmios que tinham sido devolvidos na segunda-feira, 6. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 7,29%, estável em relação ao ajuste de segunda, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,47% para 8,51%. A taxa do DI para janeiro de 2021 avançou de 9,28% para 9,34% e a do DI para janeiro de 2023, de 10,02% para 10,09%.


