Subiu
Vale

Desceu
Bradesco

Especulações sobre comando do Fed causam volatilidade
O pregão desta quarta-feira, 1º, foi marcado pela volatilidade no mercado brasileiro de ações, que seguiu influências externas. No dia da decisão de política monetária do Federal Reserve, o mercado manteve o foco no anúncio do nome do próximo presidente da entidade, que sairá nesta quinta-feira, 2. As especulações ofuscaram o tom "dovish" sinalizado pelo Fed no anúncio que confirmou a manutenção das taxas básicas de juros dos EUA. No final dos negócios, o Índice Bovespa caiu 0,65%, aos 73.823,74 pontos, praticamente na mínima do dia, depois de ter subido até 1,20% pela manhã. Foi a terceira queda consecutiva do indicador, que acumula perda de 2,83% nesse período.

Blue Chips evitam queda ainda maior no Ibovespa
Nos últimos dias causam surpresa as quedas de determinadas ações após a divulgação de balanços trimestrais positivos. É o caso de Itaú Unibanco e Bradesco. As ações preferenciais do Bradesco caíram 3,11% ontem, após anúncio de lucro líquido de R$ 4,810 bilhões no terceiro trimestre, com alta de 7,8% sobre o mesmo período de 2016. Entre as ações que compõem o Ibovespa, as maiores quedas ficaram o Eletrobras ON e PN, que recuaram 6,08% e 5,90%, refletindo dúvidas sobre a chance de atraso na privatização da companhia. As ações da Vale e da Petrobras foram o contraponto, com alta nas ações ordinárias da mineradora de 2,24%. Petrobras ON e PN avançaram 0,69% e 0,78%, respectivamente.

Manutenção de juros nos EUA faz câmbio recuar
O dólar manteve-se volátil, mas firmou-se no campo negativo após a decisão de política monetária do Fed. Conforme esperado, a entidade manteve a taxa dos Fed funds inalterada, entre 1,00% e 1,25%. O dólar à vista fechou em queda de 0,26%, a R$ 3,2631. O giro financeiro foi de US$ 1,258 bilhão. Na mínima do dia, atingiu R$ 3,2569 (-0,45%) e, na máxima, R$ 3,2924 (+0,64%). Segundo operadores, o rumo da moeda no câmbio doméstico foi ditada pelo exterior e o real acompanhou o movimento de pares emergentes. Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, ponderou que, no cenário local, ainda pesam sobre os negócios as incertezas em relação à reforma da Previdência.

Taxas de juros têm alta firme em curvas longas
Os juros futuros de médio e longo prazos fecharam a sessão em alta firme, a despeito do recuo do dólar ante moedas de economias emergentes, incluindo o real. As taxas curtas terminaram perto da estabilidade. Não houve um fator específico além do que inibia a exposição ao risco nos últimos dias, que são as incertezas do exterior, sobretudo em relação O novo presidente do Fed. A taxa dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 ficou estável em 7,27% e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,39% para 8,44%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 9,26%, de 9,18%, e a do DI para janeiro de 2023 avançou de 9,89% para 10,00%.

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