MERCADO FINANCEIRO
Subiram
Taxas de juros
Desceu
Vale
Resultado gera movimento de stop loss de vendidos
O forte avanço do dólar no exterior impulsionou a moeda ao patamar de R$ 3,28 na quinta-feira, 26, o que gerou um movimento técnico de stop loss de vendidos, com reversão para comprados. Os motivos foram notícias do mercado externo, rumores de que a dirigente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, estaria fora da disputa para o cargo no ano que vem. À vista, fechou em alta de 1,42%, aos R$ 3,2845, maior nível desde 6 de julho, entre R$ 3,2294 (-0,28%) e R$ 3,2897 (+1,57%). O giro somou US$ 1,094 bilhão. No mercado futuro, o dólar para novembro avançou 1,75%, aos R$ 3,2920. O giro financeiro somou US$ 23,41 bilhões e oscilou de R$ 3,2300 (-0,16%) a R$ 3,3000 (+1,99%).
Bovespa mostra fraqueza e atrai pouco o investidor
A bolsa brasileira voltou a mostrar fraqueza como reflexo da pouca disposição do investidor estrangeiro em assumir posições na renda variável doméstica. O Índice Bovespa abriu em alta, mas não encontrou sustentação para acompanhar os ganhos das bolsas de Nova York. Pesou mais a influência do câmbio, com a forte alta do dólar ante outras moedas pelo mundo. Ao final dos negócios, o indicador marcou 75.896,35 pontos, em baixa de 1,01%. Os negócios somaram R$ 9,1 bilhões. Internamente, a rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer ficou em segundo plano, mas evidenciou o ceticismo quanto à capacidade do governo em fazer avançar a reforma da Previdência.
Apesar de balanços, Vale e financeiras puxam baixa
Um dos principais destaques de baixa foram as ações ordinárias da Vale, que caíram 2,62%. Mais cedo, a mineradora anunciou lucro de líquido de US$ 2,23 bilhões no terceiro trimestre, quase quatro vezes mais que no mesmo período de 2016. No entanto, analistas que acompanham o setor apontaram cautela por conta das expectativas em relação ao preço futuro da commodity. Também contribuíram as ações do setor bancário. Itaú Unibanco PN perdeu 0,61% e Bradesco PN recuou 0,91%. Já as units do Santander Brasil caíram 3,60%, no dia em que o banco anunciou lucro líquido gerencial de R$ 2,586 bilhões no terceiro trimestre, 37,3% acima do mesmo período do ano passado.
Taxas de juros seguem câmbio e fecham em alta
Os juros futuros fecharam a sessão em alta em toda a curva, refletindo sobretudo o cenário externo. Pesaram a forte alta do dólar e o novo avanço do rendimento dos Treasuries, enquanto, internamente, o comunicado do Copom considerado levemente "hawkish" (mais duro) deu argumento para um pouco correção nas apostas de extensão do ciclo de queda da Selic além de 2017. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 saltou de 9,59% para 9,82% e a do DI para janeiro de 2021, de 8,90% para 9,13%. A taxa do DI para janeiro de 2020 fechou em 8,43%, de 8,19% no ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2019 encerrou em 7,36%, de 7,24%.





