No mercado futuro, moeda norte-americana sobe 1,41%
Após romper resistência importante aos R$ 3,20, o dólar ganhou força para subir mais e acabou fechando no maior nível em mais de três meses (R$ 3,2333). No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 1,36%, aos R$ 3,2333, o maior nível de fechamento desde 11/07 e a maior variação diária desde 18/5, um dia após o escândalo dos áudios da JBS envolvendo Temer. O giro financeiro somou US$ 842 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1904 (+0,01%) e na máxima, R$ 3,2393 (+1,55%).No mercado futuro, o dólar para novembro subiu 1,41%, aos R$ 3,2420. O giro financeiro somou US$ 18,13 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1935 (-0,10%) a R$ 3,2435 (+1,45%).

Na expectativa quanto a Temer e FED, Ibovespa cai 1,28%
O mercado brasileiro de ações voltou a mostrar fraqueza e teve uma segunda-feira, 23, de perdas significativas, em meio à expectativa por definições importantes dos cenários interno e externo. No campo doméstico, espera-se para os próximos dias votação da segunda denúncias contra o presidente Michel Temer. Externamente, prevalece a cautela com questões como a escolha do próximo presidente do Federal Reserve e a política monetária dos Estados Unidos. Nesse cenário, o Índice Bovespa terminou o dia em baixa de 1,28%, aos 75.413,13 pontos. O volume de negócios somou R$ 7,6 bilhões.

Companhias exportadoras têm altas expressivas devido ao câmbio
Entre os fatores que pesaram sobre o mercado de ações no pregão esteve também a forte alta do dólar. O fortalecimento da moeda americana favoreceu a alta de papéis de empresas exportadoras, que minimizaram as perdas do dia. Fibria ON subiu 2,33% e Suzano PNA avançou 2,15%. Já entre as quedas mais significativas estiveram as ações da Vale e das siderúrgicas. Vale ON terminou o dia com baixa de 0,73%, enquanto Usiminas PNA perdeu 4,46% e CSN ON recuou 3,15%. As ações do setor financeiro também caíram, com destaque para Banco do Brasil ON (-3,49). Os papéis da Petrobras enfrentaram instabilidade e terminaram o dia perto da estabilidade, com baixas de 0,30% (ON) e de 0,12% (PN).

Taxa DI para janeiro de 2020 vai de 8,18% para 8,22%
Os juros futuros fecharam a sessão regular desta segunda-feira, 23, em alta moderada, e nas máximas, nos principais contratos, em meio a um volume fraco de negócios, pressão do câmbio e influência externa desfavorável. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 7,26%, na máxima, ante 7,24% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2020 também encerrou nas máximas, em 8,22%, de 8,18% no ajuste da sexta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 8,87% para 8,91% (máxima) e o DI para janeiro de 2023 de 9,54% para 9,60% (máxima).

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