Após sobe e desce, dólar fecha em baixa a R$ 3,1627
Após um dia de sobe e desce, o dólar acabou fechando em baixa ante o real nesta terça-feira, 17, prevalecendo a entrada de fluxo tanto na parte financeira quanto na comercial, enquanto os investidores aguardam por novidades na cena política em relação à apreciação da admissibilidade da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. No mercado à vista, o dólar fechou em baixa de 0,31%, aos R$ 3,1627. O giro financeiro somou US$ 938 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1612 (-0,36%) e na máxima, R$ 3,1839 (+0,35%). No mercado futuro, o dólar para novembro caiu 0,46%, aos R$ 3,1645. O giro financeiro somou US$ 14,44 bilhões.

Petróleo e cenário político fazem Ibovespa cair
O Índice Bovespa teve nesta terça-feira, 17, mais um pregão de queda, com as ordens de venda sendo emitidas principalmente pelos investidores estrangeiros. O Ibovespa fechou com recuo de 0,90% aos 76.201,25 pontos. Entre os fatores que causaram a oscilação, estiveram a volatilidade do petróleo, a cautela com o cenário político doméstico, notícias corporativas e a proximidade do vencimento das opções sobre o Ibovespa, amanhã. O principal destaque de queda foi a Embraer ON. A ação perdeu 5,41% de seu valor.

Papéis do mercado financeiro também recuam
A volatilidade dos preços do petróleo influenciou diretamente as ações da Petrobras, que fecharam em baixa de 0,18% (ON) e alta de 0,06% (PN). Já a queda do preço do minério de ferro favoreceu a baixa de 2,31% da ação da Vale e das siderúrgicas, como Usiminas PNA (-3,21%). Fibria ON (-3,69%) e Suzano PNB (-3,26%) estiveram entre os papéis cujas perdas foram atribuídas ainda à realização de lucros recentes, gerados por perspectivas otimistas para o setor de papel e celulose. Os papéis do setor financeiro, grupo de maior peso na composição do Ibovespa, também passaram por correção. Itaú Unibanco PN caiu 0,16% e Bradesco PN 0,25%.

Emergentes fazem juros terminarem em baixa
Os juros futuros fecharam a sessão regular desta terça-feira, 17, em queda, mais pronunciada nos contratos de longo prazo, justamente os que haviam acumulado mais prêmio nos últimos dias. O recuo das taxas foi definido no período da tarde, após melhora generalizada verificada em ativos de economias emergentes. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 7,26%, de 7,28% no ajuste de segunda-feira. A taxa do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,24% para 8,21% e a do DI para janeiro de 2021, de 8,99% para 8,93%. A taxa do DI janeiro de 2023 encerrou em 9,62%, de 9,71%.

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