Mercado financeiro
Juros
sobem
Ibovespa
desce
Otimismo interno e fraqueza no exterior fazem moeda norte-americana cair
O clima de otimismo, após a emissão externa do Tesouro na terça-feira, 3, prevaleceu no mercado de câmbio nesta quarta-feira, 4, levando o dólar a fechar em queda pelo quinto dia consecutivo. Influenciaram também neste movimento uma captação externa da Braskem, a melhora do Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) e a fraqueza generalizada da moeda americana no exterior. No mercado à vista, o dólar fechou em baixa de 0,44%, aos R$ 3,1328. O giro financeiro somou US$ 1,51 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1229 (-0,75%) e na máxima, R$ 3,1398 (-0,21%).
Ações da Bovespa devolvem ganhos do dia anterior
A escassez de notícias nos cenários interno e externo favoreceu uma leve realização de lucros na bolsa brasileira. Depois da alta expressiva do dia anterior (+3,23%), o Índice Bovespa chegou a alternar altas e baixas pela manhã, mas definiu sinal negativo à tarde e fechou aos 76.591,44 pontos, em queda de 0,22%. Entre as ações com quedas mais significativas do dia estiveram justamente aquelas que haviam se destacado em alta no pregão anterior. Petrobras ON e PN terminaram a sessão com baixas de 1,98% e 2,00%, respectivamente, devolvendo boa parte dos ganhos da véspera, de 4,65% e 3,77%. Bradesco ON e PN caíram 1,41% e 0,65%, ante altas de 5,00% e 4,30% no dia anterior.
Segunda denúncia contra Temer é principal notícia doméstica
No cenário doméstico, as atenções continuaram concentradas na segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, mas sem que os desdobramentos do episódio tenham influência sobre os negócios. "Apesar de o mercado monitorar os fatos políticos, não há preocupação com a permanência do presidente no cargo. As atenções estão voltadas a reformas e indicadores que confirmem a recuperação econômica", diz Luiz Roberto Monteiro, operador da Renascença Corretora. Com o resultado desta quarta-feira, o Ibovespa passa a contabilizar alta de 3,09% em outubro e de 27,17% no acumulado do ano.
Taxas de juros futuros sobem com agenda e noticiário fracos
Os juros futuros encerraram em alta moderada com os vencimentos longos nas máximas, num dia de agenda e noticiário fracos, que não conseguiram definir um rumo claro para as taxas ao longo da sessão. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 7,31%, de 7,29% no ajuste de terça-feira, e a do DI janeiro de 2020 terminou na máxima de 8,19%, de 8,16% no ajuste da véspera. A taxa do DI para janeiro de 2021 também encerrou na máxima, de 8,88%, de 8,85%, e a do DI janeiro de 2023 subiu de 9,56% para 9,58% (máxima).





