Mercado financeiro
Ibovespa soma seis pregões com sinal negativo
A bolsa brasileira deu continuidade ao movimento de correção de preços e o Índice Bovespa teve nesta quinta-feira (28) seu sexto pregão consecutivo de baixa. O índice chegou a ensaiar uma alta pela manhã, mas logo perdeu fôlego e encerrou o dia com queda de 0,31%, aos 73.567,24 pontos Em seis pregões com sinal negativo, o indicador perdeu 3,21% de seu valor. Os destaques de baixa ficaram com as ações da Vale (ON: 0,56%) e das siderúrgicas Usiminas (-4,77%, maior queda do Ibovespa), Gerdau PN (-2,69%) e CSN ON (-2,05%). O minério de ferro voltou a cair no mercado à vista chinês (-1,96%), ainda pressionado pelos temores de desaceleração da produção industrial no país.
Dólar encerra o dia com queda de 0,27%
O dólar se firmou em queda ante o real durante a tarde em meio à arrefecida dos preços da moeda norte-americana em relação a divisas principais e emergentes no exterior. A oferta global cresceu com o desconforto dos investidores pela falta de detalhes sobre o plano de reforma tributária nos Estados Unidos apresentado na quarta-feira (27), pelo governo de Donald Trump, segundo operadores de câmbio. Investidores locais aproveitaram o ambiente nesta quinta para realizar parte dos ganhos acumulados nas últimas três sessões, em 2,08%. No mercado à vista, o dólar encerrou aos R$ 3,1834, com queda de 0,27%. O dólar futuro de outubro terminou em baixa de 0,33%, aos R$ 3,1830.
Juros futuros registram viés de baixa
Os juros futuros fecharam a sessão regular desta quinta-feira (28) perto dos ajustes anteriores, com viés de baixa. Após encerrarem o período da manhã com ligeiro sinal de alta, as taxas tiveram alívio à tarde. Para alguns profissionais, os dados do governo central melhores do que a mediana das estimativas também contribuíram para a melhora do mercado à tarde. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 7,29% (mínima), de 7,32% no ajuste de quarta; a taxa do DI para janeiro de 2020 encerrou em 8,13%, de 8,14%; e a do DI para janeiro de 2021 passou de 8,84% para 8,83%. A taxa do DI janeiro de 2023 terminou em 9,52%, na mínima, de 9,56%.
Taxas arrefeceram depois de leilão de T-Notes
Operadores afirmaram que o patamar de preço do dólar atraiu vendas, levando a moeda a renovar mínimas em sequência durante a tarde até chegar em R$ 3,1778. Com isso, os juros, que no começo da tarde já haviam zerado o viés de alta depois da realização do leilão de NTN-F do Tesouro, "que não veio grande" (oferta de 1,750 milhão vendida integralmente), nas palavras de um trader, passaram esboçar sinal de queda. Nos Treasuries, as taxas arrefeceram à tarde depois de um leilão de T-Notes, e o rendimento do papel de dez anos, às 16h33, estava em 2,306%, depois de chegar aos 2,35% nas máximas do dia, e do patamar de 2,31% na quarta.





