Dólar
sobe

Ibovespa
desce

Fala de Yellen e cautela interna fazem moeda norte-americana subir
A mão compradora prevaleceu no mercado de câmbio pelo terceiro dia seguido - levando o dólar a fechar no maior nível em mais de um mês (R$ 3,1674) - em meio a um movimento de cautela com o cenário interno em torno da reforma da Previdência e um discurso favorável ao aumento de juros nos EUA feito pela presidente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen. Além disso, tensões geopolíticas seguiram no radar dos investidores. O mercado esteve de olho também na leitura da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer na Câmara. No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,35%, aos R$ 3,1674, maior nível desde 22 de agosto.

Bovespa termina na mínima do dia e tem quarta queda consecutiva
O Índice Bovespa ensaiou uma recuperação, mas perdeu fôlego na última hora de negociação, invertendo a tendência de alta nos ajustes finais do pregão. O indicador terminou o dia aos 74.318,72 pontos, na mínima do dia, com baixa de 0,17% - a quarta consecutiva. Apesar de o sinal positivo ter prevalecido durante praticamente todo o dia, o entusiasmo do investidor foi fraco no período, refletindo a cautela diante de fatores de incerteza internos e externos. Na máxima do dia, o Ibovespa chegou aos 74.971,30 pontos (+0,71%), sem conseguir ultrapassar a resistência dos 75 mil pontos, perdida na véspera. O volume de negócios somou R$ 9,7 bilhões.

Vale e siderúrgicas recuperam resultados após alta do minério de ferro
A alta de 3% dos preços do minério de ferro no mercado à vista chinês foi determinante para a recuperação das ações da Vale e das siderúrgicas. Ao final do pregão, Vale ON teve ganho de 1,32%, cotada a R$ 31,50, já distante da máxima intraday, quando chegou aos R$ 31,93 (alta de 2,70%). Usiminas PNA avançou 1,58%, CSN ON subiu 0,96% e Gerdau PN ganhou 1,28%. Por outro lado, a queda dos preços do petróleo prejudicou o desempenho das ações da Petrobras, que terminaram o dia nas mínimas do dia, com quedas de 1,10% (ON) e 1,77% (PN). As units do Santander caíram 1,59%. Bradesco ON e PN perderam 0,56% e 0,11%. Já Itaú Unibanco PN e Banco do Brasil ON conservaram altas de 0,19% e de 0,57%.

Juros futuros fecham em queda mesmo com alta no câmbio
Os juros futuros fecharam em queda, com os principais contratos nas mínimas, a despeito da pressão de alta no câmbio. O movimento de baixa foi firmado na última hora da sessão regular, depois de as taxas terem mostrado volatilidade ao longo do dia. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou na mínima de 7,26%, de 7,31% no ajuste da véspera. A taxa do DI para janeiro de 2020 também terminou na mínima, em 8,07%, de 8,14% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 8,84% para 8,76% (mínima). A taxa do DI janeiro de 2023 terminou na mínima de 9,47%, de 9,52%.

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