Dólar
sobe

Ibovespa
desce

Moeda norte-americana encerra sessão com alta de 0,38%
O dólar acelerou os ganhos ante o real depois da notícia de que o doleiro Lúcio Bolonha Funaro afirmou em depoimento à Procuradoria-geral da República (PGR) que o presidente Michel Temer foi um dos destinatários de propina paga pela Odebrecht e Andrade Gutierrez em obra da estatal Furnas no Rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia. O movimento de alta já vinha desde cedo diante da cautela com o cenário geopolítico, após os EUA anunciar novas sanções contra a Coreia do Norte. Além disso, os investidores seguiram digerindo a possibilidade de o Federal Reserve (Fed) elevar os juros neste ano. No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,38%, aos R$ 3,1423.

Cenário internacional adverso faz Ibovespa cair 0,53%
O cenário internacional adverso pesou sobre o Índice Bovespa, e favoreceu um movimento de realização de lucros no mercado brasileiro de ações, que levou o índice aos 75.604,33 pontos, com queda de 0,53%. A tensão geopolítica, com anúncio de novas sanções dos Estados Unidos à Coreia do Norte, e a queda de mais de 5% do preço do minério de ferro na China foram os principais fatores de influência internacional, que levaram os investidores a recolherem parte dos ganhos acumulados na bolsa brasileira. O volume de negócios somou R$ 9,2 bilhões. Mesmo com a queda, o Ibovespa acumula ganho de 6,73% em setembro e de 25,53% no ano.

Queda do minério de ferro derruba ações da Vale
O minério de ferro caiu 5,11% no mercado à vista chinês (Porto de Qingdao), a US$ 66,09 a tonelada seca. A queda do minério derrubou preços de ações do setor de mineração pelo mundo e não poupou os papéis da Vale, que terminaram o dia em queda de 1,99% (ON). O setor siderúrgico acompanhou: CSN ON caiu 2,94% e Gerdau PN perdeu 2,37%. Petrobras ON e PN terminaram o dia com quedas de 1,22% e 1,26%, respectivamente, em um dia de instabilidade dos preços do petróleo. As ações do setor financeiro fecharam com sinal predominantemente negativo, num comportamento atribuído à realização de lucros recentes.

Juros futuros sustentam ritmo de queda até fim da sessão
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) de setembro abaixo da mediana das estimativas e os números do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) sustentaram os juros futuros em queda até o fechamento da sessão regular, a despeito da piora vista nas ações e câmbio domésticos. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 fechou em 7,565%, de 7,580%, e a do DI para janeiro de 2019 caiu de 7,37% para 7,30%. A taxa do DI para janeiro de 2020 passou de 8,17% para 8,05% e a do DI janeiro de 2021, de 8,82% para 8,72%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 9,37%, de 9,47%.

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