Mercado financeiro
JBS
sobe
Bradespar PN
desce
Moeda norte-americana tem queda de 0,70%
O dólar aprofundou as perdas ante o real e fechou no nível de R$ 3,11 diante da percepção de enfraquecimento da segunda denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer. Ao mesmo tempo, movimentos técnicos contribuíram bastante para a movimento vendedor. No exterior, o dólar também perdeu força com novos desdobramentos envolvendo a Coreia do Norte, o que pressionou a moeda ante o real. No mercado à vista, o dólar fechou em baixa de 0,70%, aos R$ 3,1165. O giro financeiro somou US$ 1,99 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1125 (-0,83%) e, na máxima, aos R$ 3,1514 (+0,41%).
Após três dias de ganhos, Bovespa fecha em baixa
O Índice Bovespa cedeu a uma leve realização de lucros e, após três dias consecutivos de ganhos, fechou em baixa de 0,18%, aos 74.656,68 pontos, com R$ 9,26 bilhões em negócios. O dia foi marcado pela expectativa da apresentação da denúncia de Janot contra Temer. Em meio ao compasso de espera, acabaram prevalecendo as quedas de Vale, siderúrgicas e do setor financeiro. Ao final do dia, Vale ON, que responde por quase 9% da composição do Ibovespa, recuou 3,31%. Bradespar PN, acionista da mineradora brasileira, caiu 4,07%, maior perda do Ibovespa. As quedas ficaram em linha com as de outras mineradoras no exterior, como BHP e Rio Tinto, ambas com baixas superiores a 3%.
Ação ordinária da JBS tem maior alta da Bovespa
Em meio ao imbróglio envolvendo os seus donos, a ação ordinária da JBS subiu 3,87% e foi a maior alta do Ibovespa. As ações do setor financeiro tiveram desempenho essencialmente negativo, com poucas exceções. Itaú Unibanco PN, ação de maior peso no Ibovespa (10,9%) recuou 0,23%. As units do Santander perderam 2,29%. Já Banco do Brasil ON subiu 0,09%. No último dia 12, o saldo dos investimentos estrangeiros na bolsa ficou positivo em R$ 1,007 bilhão, levando o acumulado do mês para R$ 2,88 bilhões. Com o resultado desta quinta-feira (14), o Ibovespa acumula alta de 5,40% no mês e de 23,96% no ano.
Taxa de juros curtos e longos encerram em queda
Os juros futuros fecharam em queda, tanto nos vencimentos curtos quanto nos longos, refletindo a expectativa de manutenção de um cenário benigno para a inflação e Selic reforçada por uma entrevista do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e também pela percepção de que a segunda denúncia contra Temer não deveria abalar o governo. Ao final da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 (321.745 contratos) estava em 7,54%, de 7,56%; a taxa do DI para janeiro de 2021 (163.390 contratos) em 8,93% (mínima), de 9,01%; e a do DI para janeiro de 2023 (37.985 contratos) caiu de 9,64% para 9,55% (mínima).





