Índice atinge os 74.319,21 pontos
Com uma alta de 1,70% o Índice Bovespa atingiu nesta segunda-feira (11) os 74.319,21 pontos e registrou um novo recorde histórico, superando o pico anterior, de 73.516 pontos, de 20 de maio de 2008. A alta expressiva do pregão desafiou diversas análises fundamentalistas que sugerem uma desaceleração do índice, dado o rali que se estende desde o mês de julho. Com o resultado do dia, o Ibovespa passa a contabilizar ganho nominal de 4,92% em setembro e de 23,40% em 2017. Na análise por ações, os destaques ficaram com Petrobras ON e PN, que avançaram 2,19% e 1,90%, respectivamente.
Vale ON avançou 1,77% e Itaú Unibanco PN ganhou 1,69%.

Dólar ganha força ante Real
O dólar fechou em alta, após inverter a queda e subir durante a tarde diante da entrada massiva de fluxo de importadores, além de um movimento técnico de zeragem de posições, de acordo com profissionais do mercado. Após sete pregões seguidos de queda, o dólar avançou depois de encontrar suporte no patamar de R$ 3,08. No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,39%, aos R$ 3,1052. O giro financeiro somou US$ 1,81 bilhão. No mercado futuro, o dólar para outubro subiu 0,45%, aos R$ 3,1100. O volume financeiro movimentado somou US$ 13,91 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,0940 (-0,06%) a R$ 3,1150 (+0,61%).

Juros futuros fecham em alta
Os juros futuros fecharam a sessão regular em alta, refletindo essencialmente um movimento de realização de lucros, após a forte queda de taxas vista ao longo da semana passada. Profissionais da área de renda fixa identificaram principalmente investidores estrangeiros à frente deste movimento, que ficou mais evidente nos contratos de longo prazo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 (372.760 contratos) encerrou em 7,68%, de 7,62% no último ajuste; a taxa do DI para janeiro de 2021 (145.030 contratos) terminou na máxima de 8,99%, ante 8,91% no último ajuste; e o DI para janeiro de 2023 (44.860 contratos) subiu de 8,52% para 9,61% (máxima).

Alta é de caráter técnico, afirmam especialistas
De acordo com os especialistas, a alta é de caráter técnico e não representa mudança na perspectiva positiva em relação aos fundamentos nem da melhora do ambiente político ou do exterior. "O dia hoje é de correção, já que as taxas vinham caindo bastante desde o encontro do Copom (Comitê de Política Monetária), mas o ambiente segue muito favorável", disse Matheus Gallina, trader da Quantitas Asset, lembrando que os agentes continuam confiantes na votação da reforma da Previdência este ano. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou em sua conta no Twitter que as discussões sobre a reforma foram retomadas.

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