Mercado financeiro
Ibovespa
sobe
Dólar
desce
Política, economia doméstica e cenário exterior elevam Índice
Um conjunto de fatores positivos conduziu o Índice Bovespa a uma alta de 1,75%, aos 73.412,41 pontos. Com esse resultado, o índice encosta em sua máxima histórica, de 73.516 pontos, registrada no fechamento de 20 de maio de 2008. Profissionais do mercado apontaram uma série de notícias positivas, como a alta da produção industrial, a desaceleração do IPCA, as aprovações da medida provisória que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP) e das revisões das metas fiscais de 2017 e 2018, a reviravolta no caso JBS e, no exterior, a alta das bolsas de Nova York, a baixa do dólar ante emergentes e a alta dos preços do petróleo.
Papéis da Petrobras sobem com alta do petróleo e cenário político
As ações da Petrobras foram o principal destaque do dia, com altas de 4,38% (ON) e 4,23% (PN). Os papéis pegaram carona na alta do petróleo e também refletiram a melhora de percepção política do país. As ações do setor financeiro, que recentemente vinham liderando movimentos de realização de lucros, voltaram a subir com força, revelando o aumento do apetite por risco do investidor e as apostas em recuperação econômica. Banco do Brasil ON teve alta de 2,37%, Itaú Unibanco ganhou 2,68%, Santander unis avançaram 2,72% e Bradesco ON subiu 2,09%.
Dólar termina no menor nível desde delações do caso JBS
Uma junção de acontecimentos internos positivos e fatores externos levaram o dólar a terminar a R$ 3,1028, o menor nível desde um dia antes das delações do caso JBS envolvendo o presidente Michel Temer, quando fechou aos R$ 3,0970 (16/5). À tarde, o dólar renovou mínimas ante o real, após o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, dizer que os números do PIB são muitos fortes e que "estamos avaliando possibilidade de revisão". Além disso, o anúncio de demissão do vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Stanley Fischer, contribuiu com as mínimas. No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,45%.
Juros futuros encerram com forte giro de contratos negociados
Os juros futuros fecharam em queda firme ao longo de toda a curva, com forte giro de contratos negociados, especialmente nos vencimentos de curto prazo. Ao final da sessão regular, boa parte das taxas estava nas mínimas do dia, ou perto. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para outubro de 2017 (482.625 contratos), a que mais refletia as apostas para o Copom desta quarta (06), fechou em 8,198%, de 8,262% no ajuste anterior; e a do DI para janeiro de 2018 (264.065 contratos) caiu de 7,740% para 7,660%. A taxa do DI para janeiro de 2019 (492.650 contratos) terminou na mínima de 7,62%, de 7,79% no ajuste anterior.





