Mercado financeiro
Bolsa alcança o patamar dos 72 mil pontos
A ausência das bolsas de Nova York reduziu o volume de negócios nesta segunda-feira (4), mas não impediu o Índice Bovespa de avançar mais um pouco, alcançando o patamar dos 72 mil pontos, no qual não fechava desde novembro de 2010. O índice terminou o dia em alta de 0,29%, aos 72.128,83 pontos. A leve alta do dia foi determinada pelas ações ligadas a commodities. Petrobras, Vale e siderúrgicas compensaram o fraco desempenho dos papéis do setor financeiro, que voltou a passar por correções. Petrobras ON e PN subiram 0,82% e 1,07%, respectivamente. Já Vale ON avançou 1,21%. Entre as siderúrgicas, os destaques foram Usiminas PNA (+7,89%) e Gerdau PN (+2,54%).
Dólar opera em queda e fecha aos R$ 3,13
Em dia de feriado nos EUA do Dia do Trabalho e de volume limitado de negócios, o dólar operou em queda ao longo e fechou no patamar dos R$ 3,13. De acordo com profissionais no mercado, este movimento foi impulsionado principalmente por exportadores, que se anteciparam ao feriado de 7 de setembro. No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,22%, aos R$ 3,1381. O giro financeiro somou US$ 918 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1336 (-0,37%) e, na máxima, aos R$ 3,1455 (+0,01%). O dólar para outubro caiu 0,03%, aos R$ 3,1525. O volume financeiro movimentado somou US$ 5,71 bilhões. A divisa oscilou de R$ 3,1440 (-0,30%) a R$ 3,1565 (+0,09%).
Juros futuros mantêm estabilidade
Os juros futuros encerraram a sessão regular desta segunda-feira (4), perto dos ajustes da última sexta-feira, com liquidez bastante afetada pela ausência de negócios em Wall Street. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (78.815 contratos), a que melhor reflete as expectativas para a Selic até o final deste ano, terminou na mínima de 7,760%, ante 7,790% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2019 (146.405 contratos) fechou em 7,81%, de 7,80% no último ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 (58.300 contratos) passou de 9,21% para 9,20%. A taxa do DI para janeiro de 2023 (12.770 contratos) encerrou a 9,83%, de 9,84%.
Expectativa de queda da Selic influência sessão
Sem a referência do mercado americano, as taxas não se afastaram dos níveis anteriores durante todo o dia. Na abertura, houve uma leve pressão de alta, refletindo a cautela com a questão da Coreia do Norte e com uma possível segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Mas foi se dissipando, dando lugar às expectativas de um número benigno do IPCA de agosto e de queda da Selic na reunião do Compom (Comitê de Política Monetária) na quarta-feira. A consolidação do recuo do dólar durante a sessão igualmente ajudou a apagar o viés de alta das taxas.





