Petrobras ON e PN
Subiram

Banco do Brasil ON
desceu

Mercado fecha o dia em baixa
O Índice Bovespa teve nesta quinta-feira (31), mais uma sessão de leve correção, que não comprometeu o bom resultado acumulado em agosto. A despeito da alta do petróleo e das bolsas da Europa e Estados Unidos, o índice alternou sinais ao longo do dia e fechou em baixa de 0,07%, aos 70.835,05 pontos. Ainda assim, terminou o mês com ganho de 7,46%, maior porcentual mensal do ano. "A despeito dos dados negativos da economia, o resultado positivo em agosto mostra que prevaleceu uma aposta do mercado de que o governo vai conseguir minimamente conduzir a economia para um ambiente mais saudável", disse Alvaro Bandeira, economista da Modalmais.

Setor financeiro puxou queda
Segundo o economista, o mercado deixou de reagir a dados negativos da economia e passou a valorizar questões ligadas ao ajuste fiscal, como a TLP (Taxa de Longo Prazo) ou a revisão das metas.
Durante a sessão desta quinta, a disparada dos preços do petróleo nos mercados futuros internacionais refletiu diretamente nas ações da Petrobras. Petrobras ON e PN subiram 0,65% (ON) e 1,49% (PN). Ainda no setor de commodities, destaque para Vale ON, que avançou 2,15%. Em queda pelo segundo dia consecutivo, Itaú Unibanco PN (-1,27%), Banco do Brasil ON (-1,51%) e Bradesco ON (-1,16%) contribuíram de forma decisiva para a queda do indicador.

Exterior exerce pressão de venda do dólar
O dólar operou em baixa, atrelado ao movimento no exterior, após dados fracos de inflação nos Estados Unidos. Vários fatores, porém, exerceram pressão de venda ao longo do dia. No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,35%, aos R$ 3,1493. O giro financeiro somou US$ 2,30 bilhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1370 (-0,39%) e, na máxima, aos R$ 3,1700 (+0,30%). No mês, a moeda americana subiu 0,93%, a segunda menor alta mensal do ano. No mercado futuro, o dólar para outubro caiu 0,41%, aos R$ 3,1605. O volume financeiro movimentado somou US$ 18,80 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1510 (-0,70%) a R$ 3,1835 (+0,31%).

Longo prazo encerram em queda
Os juros futuros de longo prazo encerraram a sessão regular desta quinta-feira em queda, enquanto os demais prazos encerraram perto dos ajustes anteriores. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2019 (325.275 contratos) fechou em 7,76%, estável ante o ajuste de ontem. A taxa do DI para janeiro de 2021 (356.130 contratos) caiu de 9,27% para 9,18% e a do DI para janeiro de 2023 (87.760 contratos) terminou em 9,82%, de 9,91%. A taxa do DI janeiro de 2025 (73.585 contratos) terminou em 10,14%, de 10,23%. A fraqueza global do dólar também contribuiu indiretamente para aliviar a curva de juros.

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