Dia de ajuste no mercado cambial
O dólar operou mais um dia próximo à estabilidade. Entre os motivos, especialistas de mercado destacaram um movimento de ajuste diante de melhor percepção de risco no exterior, aprovação do texto que cria a TLP (Taxa de Longo Prazo) e movimento técnico. No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,16%, aos R$ 3,1605. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1571 (-0,26%) e, na máxima, aos R$ 3,1747 (+0,29%). No mercado futuro, o dólar para setembro caiu 0,14%, aos R$ 3,1620. O volume financeiro movimentado somou US$ 14,20 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1575 (-0,28%) a R$ 3,1755 (+0,28%).

Alta registrada pela manhã foi inexpressiva
Aprovação na Câmara dos Deputados da manutenção do texto que cria a TLP - que balizará os empréstimos do BNDES a partir de 2018 -, contribuiu para que a divisa americana seguisse em baixa. Agora, o projeto segue para o Senado. A alta do dólar pela manhã não chegou a ser expressiva, uma vez que, segundo profissionais do mercado, a moeda americana está esticada em um ambiente interno aparentemente tranquilo. "Esta melhora da economia americana gerou um cenário internacional mais favorável a ativos de risco, o que reduziu a procura por dólar", disse o economista-chefe da Guide Investimentos, Ignácio Crespo.

Quarta-feira com pregão em baixa
O Índice Bovespa andou na contramão das altas das bolsas de Nova York e teve um pregão de baixas nesta quarta-feira (30) com investidores recolhendo parte dos ganhos recentes. O Ibovespa terminou o dia aos 70.886,25 pontos, em baixa de 0,62%, com R$ 7,3 bilhões em negócios. A queda dos preços do petróleo nas bolsas de Nova York e Londres derrubou as ações da Petrobras, que perderam 2,94% (ON) e 2,89% (PN). A commodity caiu 1,01% no mercado futuro de Nova York e 1,80% no de Londres, influenciada por dados de estoques nos Estados Unidos e por relatos sobre o funcionamento de refinarias afetadas pela tempestade tropical Harvey.

Juros futuros fecham em leve baixa
Os juros futuros fecharam a sessão regular desta quarta-feira, 30, em leve baixa, definida no período da tarde. As taxas bateram mínimas no final da sessão regular. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 (174.570 contratos) fechou em 7,76%, de 7,78% no ajuste de terça-feira; a taxa do DI para janeiro de 2021 (142.750 contratos) caiu de 9,30% para 9,27%; e a do DI para janeiro de 2023 (27.125 contratos), de 9,93% para 9,91%. A expectativa pela TLP foi o maior foco de atenção do mercado. Após passarem a manhã rondando os ajustes anteriores, as taxas se firmaram em baixa ao longo da tarde.

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