Agenda política teve pouca influência nas ações
Índice Bovespa voltou ao terreno positivo, conduzido principalmente por uma melhora no quadro de aversão ao risco no mercado internacional. O índice fechou em alta de 0,44%, aos 71.329,85 pontos, na máxima do dia. A agenda política doméstica teve pouca influência sobre os negócios. A alta do Ibovespa foi garantida em boa parte pelas ações do setor financeiro. Os papéis operaram em alta durante todo o pregão, mas aceleraram o ritmo no final da sessão de negócios. Itaú Unibanco PN, ação de maior peso na carteira do índice, subiu 0,91% e fechou na máxima do dia (R$ 41,09). Bradesco PN avançou 1,71%, também na máxima do dia (R$ 33,99).

Moeda americana oscila e fecha em alta
Menor aversão ao risco no exterior reduziu o movimento comprador do dólar ante o real. Especialistas de mercado apontaram um movimento de compasso de espera por uma agenda importante de votações no Congresso e dados econômicos nos EUA ao longo da semana. No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,04%, aos R$ 3,1655. O giro financeiro somou US$ 1,49 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1588 (-0,16%) e, na máxima, aos R$ 3,1763 (+0,38%). No mercado futuro, o dólar para setembro caiu 0,11%, aos R$ 3,1665. O volume financeiro movimentado somou US$ 12,60 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1600 (-0,31%) a R$ 3,1780 (+0,56%).

Queda dos juros futuros curtos e intermediários
Os juros futuros encerraram a sessão desta terça-feira (29), em queda nos trechos curto e intermediário, em razão do otimismo com o cenário de inflação nos próximos meses. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (342.010 contratos), que capta as apostas para a política monetária nos próximos meses, fechou em 7,815%, de 7,860% no ajuste de segunda; a taxa do DI para janeiro de 2019 (218.495 contratos) ficou em 7,78%, de 7,83% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2021 (160.000 contratos) encerrou estável em 9,30% e a do DI para janeiro de 2025 (27.595 contratos) terminou em 10,25%, de 10,24%.

IPCA de agosto registra deflação
Segundo o monitor de preços da FGV, cuja metodologia replica a do IPCA, o índice registrou na segunda-feira deflação de 0,13%, pelo critério ponta, contra alta de 0,18% no levantamento anterior. "Os agentes estão revisando suas projeções de inflação para agosto, já há quem fale em inflação na casa dos 0,20%", disse Patricia Pereira, gestora de Renda Fixa da Mongeral Investimentos, lembrando que no fim de julho, quando houve a elevação da alíquota de PIS/Cofins para combustíveis a mediana das previsões para este mês estava em torno de 0,60%. Os vencimentos longos rondaram a estabilidade, mostrando algum viés de baixa durante à tarde.

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