Mercado financeiro
Bolsa sobe 0,93% e supera os 71 mil pontos
A agenda doméstica positiva continuou a alimentar o otimismo dos investidores e levou o Índice Bovespa à sua terceira alta consecutiva. O ponto alto do dia foi a aprovação do texto-base da Medida Provisória 777, que cria a TLP (Taxa de Longo Prazo), no plenário da Câmara. A nova vitória reforçou a percepção de força do governo e deu fôlego extra às ações. Com isso, o Ibovespa terminou o dia em alta de 0,93%, aos 71.132,79 pontos. "A nova taxa vai representar uma importante mudança estrutural na economia, com efeitos na política monetária e no fiscal", disse Vladimir Pinto, gestor de renda variável da Grand Prix Asset.
Altas foram concentradas nas "blue chips" de commodities
No final da tarde, a agência de classificação de risco Moodys divulgou nota na qual afirma que a TLP representa um passo no movimento do BNDES em direção a um mercado mais competitivo para financiamento de longo prazo. O Ibovespa já iniciou o dia em alta, com o mercado ainda refletindo o bom humor com os anúncios de privatização de 57 empresas estatais, ontem, e também da Eletrobras, na segunda-feira. As altas do dia foram concentradas nas "blue chips" de commodities e dos setores financeiro e elétrico. Vale ON subiu 4,12%, apesar da queda dos preços do minério no mercado à vista chinês. Petrobras ON e PN avançaram 0,56% e 0,29%.
Moeda americana oscila ao longo do dia e fecha em alta
O dólar teve um dia de ajustes nesta quinta-feira (24), após a queda acentuada na sessão de quarta (23), e fechou em leve alta ante o real, motivado ainda pela valorização da moeda americana ao redor do mundo. Durante todo o dia, a moeda operou entre altas e baixas.No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,23%, aos R$ 3,1465. O giro financeiro somou US$ 1,09 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1331 (-0,19%) e, na máxima, aos R$ 3,1495 (+0,32%). No mercado futuro, o dólar para setembro subiu 0,19%, aos R$ 3,1520. O volume financeiro movimentado somou US$ 11,26 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1370 (-0,28%) a R$ 3,1540 (+0,25%).
Juros futuros confirmam tendência de queda
Os juros futuros confirmaram a trajetória de queda vista desde o começo da sessão. A aprovação da criação da TLP no plenário da Câmara renovou o otimismo do mercado em relação a avanços macroeconômicos. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2019 (293.060 contrato) fechou com taxa de 7,87%, de 7,94% na quarta no ajuste; a taxa do DI para janeiro de 2020 (148.540 contratos) caiu de 8,75% para 8,68%; a taxa do DI para janeiro de 2021 (236.930 contratos) terminou em 9,30%, de 9,38% na quarta no ajuste; e o DI para janeiro de 2023 (32.830 contratos) encerrou com taxa de 9,92%, de 10,00%.





