Mercado financeiro
Moeda americana subiu 0,79%
O dólar subiu com força nesta tarde de segunda-feira (21) diante de duas notícias desfavoráveis para o governo. A principal delas foi a denúncia da PGR (Procuradoria Geral da República) contra o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), acusado por crimes na Operação Zelotes, que apura fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,79%, aos R$ 3,1697. No mercado futuro, o dólar para setembro subiu 0,51%, aos R$ 3,1715. O volume financeiro movimentado somava cerca de US$ 11,93 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1440 (-0,36%) a R$ 3,1800 (+0,77%).
Ações da Petrobras puxam queda da Bolsa
O mercado brasileiro de ações teve diferentes referências para operar, ora em alta, ora em queda. Os negócios ocorreram sob influência das commodities, do vencimento de opções sobre ações e do noticiário doméstico. O Índice Bovespa chegou a subir 0,51% pela manhã, mas virou e chegou a cair até 0,29% à tarde, como reflexo do noticiário envolvendo Jucá. No fechamento, o indicador marcou 68 634,64 pontos, em baixa de 0,12%. Os negócios totalizaram R$ 11,8 bilhões. O sinal negativo da bolsa foi determinado em boa parte pelas ações da Petrobras. Petrobras ON e PN terminaram o dia com baixas de 1,71% e 1,91%, respectivamente.
Semana começa com juros em alta
Os juros futuros fecharam a sessão regular em alta, definida no período da tarde, refletindo receios com o cenário para as reformas após a informação de que a PGR ofereceu denúncia ao STF contra Jucá na Operação Zelotes. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 (262.820 contratos) fechou em 8,07%, de 8,05% no ajuste anterior; a taxa do DI para janeiro de 2020 (119.525 contratos) terminou na máxima de 8,90%, ante 8,83% no ajuste de sexta-feira A taxa do DI para janeiro de 2021 (145.370 contratos) avançou de 9,42% para 9,52% (máxima) e a do DI janeiro de 2023 (62.240 contratos) também terminou na máxima, a 10,10%, de 10,01%.
Denúncia contra Jucá influencia mercado
"Trata-se de um membro importante da base do governo e isso pode comprometer o canal de articulação das reformas", afirmou Rodrigo Melo, economista-chefe da Icatu Vanguarda. Antes da reforma da Previdência, o governo enfrenta esta semana algumas batalhas no Congresso, entre elas a votação da MP (Medida Provisória) 777, que cria a TLP (Taxa de Longo Prazo), por sua vez é vista como fundamental para eliminar subsídios implícitos e aliviar a dívida pública. Também teria trazido desconforto ao mercado a decisão do TRF-1 de suspender o leilão das usinas de Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande, da Cemig.





