Subiu - Copel

Desceu - Petrobras

Ibovespa cai com cenário no exterior e risco político

Bolsa segue resultados dos Estados Unidos e da Europa
O desconforto com o cenário político doméstico se somou nesta quinta-feira, 6, a um quadro negativo nas bolsas da Europa e Estados Unidos e provocou a terceira queda consecutiva do Índice Bovespa. O indicador operou em baixa durante praticamente todo o pregão e terminou o dia negativo em 1,08%, aos 62.470,33 pontos. A retração não foi maior pelo desempenho positivo das ações do setor elétrico, impulsionadas pela proposta de novo modelo para o segmento. A volatilidade dos preços do petróleo teve reflexos diretos nos negócios no Brasil. Houve forte desaceleração da commodity, que eliminou os ganhos das ações da Petrobras, que terminaram o dia em baixas de 1,00% (ON) e de 0,33% (PN).

Proposta de privatização gera alta no setor elétrico
Analistas de do mercado também citaram um desconforto do investidor com a intensificação do clima de especulação com o cenário político e pelas dificuldades do presidente Michel Temer em se manter no cargo. Importante exceção no dia foi o setor elétrico, cujas ações tiveram um pregão de altas significativas, amenizando as perdas do Ibovespa. Os papéis reagiram à proposta do Ministério de Minas e Energia de um novo modelo para o setor elétrico, que permitirá a privatização de usinas antigas que tiveram as concessões renovadas durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Eletrobras ON e PNB dispararam 16,14% e 10,45%, seguidas pela Copel PNB (3,34%), nas três maiores altas do índice.

Valorização do dólar é menor do que esperada
O dólar arrefeceu a alta ante o real, seguindo a redução de ganhos da moeda ante divisas emergentes. Houve avanço também diante de reações dos EUA aos testes de mísseis na Coreia do Norte, que logo se dissipou. Ainda assim, a cautela política apoiou a valorização cambial. No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,21%, aos R$ 3,2996. O giro financeiro registrado somou US$ 959 milhões. Na mínima, ficou em R$ 3,2968 (+0,12%) e, na máxima, aos R$ 3,3212 (+0,86%). No mercado futuro, às 17h24, o dólar para agosto subia 0,29%, aos R$ 3,3165. O volume financeiro movimentado somou US$ 15,49 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,3140 (+0,21%) a R$ 3,3390 (+0,96%).

Taxas de juros caem com previsão de desinflação
Os juros futuros fecharam entre estabilidade e leve queda. Houve alívio à tarde após o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional, que adiciona prêmio de risco aos juros. A ponta curta esteve mais influenciada pelas expectativas em relação ao IPCA de junho, que deve mostrar hoje a primeira deflação mensal em 11 anos. Os longos acompanharam a perda de força de alta do dólar ante o real. O DI para janeiro de 2018 (237.165 contratos) fechou em 8,80%, de 8,81%. Para janeiro de 2019 (239.915 contratos) caiu de 8,76% para 8,74%. O DI para janeiro de 2021 (228.100 contratos) fechou em 9,96%, de 9,98%. O de janeiro de 2023 (79.625 contratos) caiu de 10,50% para 10,47%.

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