Mercado financeiro
Investidores minimizam incertezas no mercado doméstico
A manutenção do cenário mais ameno no mercado internacional favoreceu um novo pregão de alta do Índice Bovespa - a terceira consecutiva - com os investidores minimizando as incertezas do cenário doméstico. Foi mais um dia de expectativa em torno da revisão das metas fiscais de 2017 e 2018, cujo anúncio sofreu alterações até os minutos finais de negociação. Depois de ter subido até 0,82% nos melhores momentos do dia, o Ibovespa, perdeu fôlego no período da tarde e terminou a sessão com alta de 0,10%, aos 68.355,12 pontos. O volume de negócios com ações na B3 somou R$ 7,6 bilhões.
Ações de bancos e Petrobras favorecem o mercado
Durante todo o dia, a alta do índice foi orientada pelas ações de bancos e da Petrobras, enquanto os papéis da Vale recuaram. A perda de fôlego no final do pregão foi atribuída à ação de investidores do "day trade", que teriam realizado lucros obtidos no curto prazo, já que o Ibovespa acumula ganhos significativos no mês (+3,69%) e no ano (+13,50%). Operadores também relataram alguma influência do vencimento das opções e futuro sobre o Ibovespa, hoje, como fator de instabilidade. Os papéis do setor financeiro foram os que mais desaceleraram. Banco do Brasil ON terminou o dia em baixa de 0,48%, enquanto Itaú Unibanco PN avançou 0,28%. Petrobras ON e PN terminaram o dia com ganhos de 0,15% e 0,54%, respectivamente. Vale ON caiu 0,58%.
Anúncio do Ministério da Fazenda puxa retração do dólar
O dólar renovou mínima ante o real na tarde de ontem, depois que o Ministério da Fazenda informou que o anúncio de revisão da meta fiscal, marcado para hoje acabou sendo feito ontem. A melhora de humor começou no fim da manhã, depois que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, rechaçou que o déficit da meta fiscal deste ano seria em torno de R$ 170 bilhões, bem acima dos atuais R$ 139 bilhões. Depois disso, a moeda americana atingiu novas mínimas diversas vezes até fechar em baixa significativa. No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,79%, aos R$ 3,1745. O giro financeiro somou US$ 695 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1715 (-0,88%) e, na máxima, aos R$ 3,2066 (+0,21%).
Juros voltam a fechar perto da estabilidade
Os juros futuros voltaram a fechar a sessão regular perto da estabilidade, refletindo, essencialmente, o compasso de espera ao longo do dia pelas medidas fiscais, entre elas uma revisão das metas para 2017 e 2018. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 (228.925 contratos) fechou estável em 8,06% e a taxa do DI para janeiro de 2020 (109.020 contratos) passou de 8,81% para 8,80%. O DI para janeiro de 2021 (214.235 contratos) encerrou em 9,38%, de 9,39%. A taxa do DI para janeiro de 2023 (40.435 contratos) caiu de 9,99% para 9,97%.





