Mercado financeiro
Subiu
Petrobras
Desceu
Taxa de juros para 2023
Questão fiscal fica em 2º plano e Ibovespa sobe
O abrandamento da tensão geopolítica restaurou o apetite por risco no mercado internacional nesta segunda-feira, 14, o que beneficiou a bolsa brasileira. A valorização robusta das bolsas norte-americanas foi fundamental para impulsionar o Índice Bovespa, que fechou em alta de 1,37% e atingiu os 68.284,66 pontos. A alta, no entanto, não teve correspondência no volume de negócios, que ficou próximo da média diária de agosto, com R$ 7,7 bilhões. As especulações em torno da revisão das metas de deficit fiscal para 2017 e 2018 voltaram a rondar as mesas de negociação, mas o anúncio não foi feito até o fim da tarde de ontem. Diferentes cifras para os valores têm sido ventilados.
Blue chips puxam apetite do investidor para cima
A alta do Ibovespa foi determinada pelas "blue chips" do mercado nacional, com destaque para bancos, Petrobras e Vale. Segundo analistas, a demanda por essas ações é uma das evidências do apetite do investidor estrangeiro pelos papéis brasileiros. No caso da Vale, contribuiu ainda o processo de conversão das ações preferenciais em ordinárias, que agrada ao mercado pelo ganho de qualidade para a empresa e acionistas. Mesmo com o minério de ferro em baixa, Vale ON fechou com ganho de 1,62%. Já Petrobras ON e PN subiram 0,67% e 1,00%, mesmo com o petróleo com baixas acima de 2,5% nos futuros de Nova York e Londres. Também ajudou a proximidade do vencimento de opções sobre o Ibovespa.
Dólar tem alta com maior calma entre EUA e Coreia
O dólar acelerou os ganhos ante o real após a notícia de que o anúncio das novas metas fiscais para 2017 e 2018 poderia ser adiado. A redução das ameaças entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte melhorou o humor lá fora e aumentou o apetite por risco, levando a moeda americana a avançar ante moedas consideradas porto seguro, como o iene e franco suíço. Dados abaixo do esperado na China penalizaram as divisas ligadas a commodities. No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,65%, aos R$ 3,1998. O giro financeiro somou US$ 698 milhões. No futuro, o caiu 0,12%, aos R$ 3,2015. O volume financeiro movimentado somava cerca de US$ 15,29 bilhões.
Taxas de juros ficam perto da estabilidade
Os juros futuros fecharam a sessão regular da segunda-feira próximos da estabilidade. A melhora de humor externo e a dissipação dos rumores de que o governo deixaria caducar a proposta da Taxa de Longo Prazo (TLP), que puxaram para cima as taxas no final da sexta-feira, permitiram alívio de prêmios. Por outro lado, o compasso de espera pelo anúncio das medidas fiscais limitou a melhora do mercado. A taxa DI para janeiro de 2019 (269.240 contratos) fechou com taxa de 8,06%, estável. A taxa do DI para janeiro de 2021 (187.4735 contratos) também terminou no mesmo nível do último ajuste, a 9,39%. O DI para janeiro de 2023 (39.240 contratos) fechou em 9,99%, de 9,98%.





