Dólar sobe e fecha a R$ 3,15
Tensões geopolíticas envolvendo a Coreia do Norte e os Estados Unidos e incertezas em torno da aprovação da reforma da Previdência - após ameaça do Centrão de não votar reforma - levaram o dólar a fechar em alta ante o real. No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,75%, aos R$ 3,1530. O giro financeiro somou US$ 833,7 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1485 (+0,20%) e, na máxima, aos R$ 3,1536 (+0,76%). No mercado futuro, o dólar para setembro subiu 0,88%, aos R$ 3,1690. O volume financeiro movimentado somou US$ 14,25 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1485 (+0,22%) a R$ 3,1720 (+0,97%).

Tensão geopolítica impôs perdas ao Ibovespa
A tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte gerou um movimento global de aversão ao risco, que não poupou o mercado brasileiro de ações. A troca de ameaças entre os dois países voltou a impor perdas ao Índice Bovespa. O índice operou em terreno negativo durante todo o dia e fechou aos 67.671,06 pontos, em baixa de 0,34%. A queda do Ibovespa foi puxada principalmente pelas ações do setor financeiro, que vinham liderando as altas nos últimos dias Nesse grupo, os destaques ficaram com Banco do Brasil ON (-1,85%) e Santander Brasil (-0,59%). Os papéis da Vale também contribuíram para a correção, com perdas de 0,41% (ON) e de 1,64% (PNA).

Contratos de curto prazo ficam estáveis
Os juros futuros fecharam em alta, com exceção dos contratos de curto prazo que ficaram estáveis, refletindo o desconforto com o cenário fiscal doméstico e a aversão ao risco no exterior. Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (125.010 contratos) fechou com taxa em 8,170%, de 8,175% no ajuste de quarta-feira, a taxa do DI para janeiro de 2019 (255.280 contratos) subiu de 8,02% para 8,07%; a do DI janeiro de 2021 (228.080 contratos) terminou em 9,33%, de 9,25%. A taxa do DI para janeiro de 2023 (38.560 contratos) encerrou em 9,92%, de 9,82%.

IPCA influencia taxas no início da sessão
As taxas começaram o dia em alta, após o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de julho (0,24%) ter vindo perto do teto das estimativas (0,08% a 0,27%, com mediana de 0,19%), mas o resultado foi absorvido posteriormente, dada a leitura de que o avanço do índice, que em junho havia caído 0,23%, foi causado por fatores específicos - aumento de PIS/Cofins sobre combustíveis e mudança da cor da bandeira de energia. Além disso, em 12 meses a taxa acumulada de 2,71% até julho atingiu o menor patamar desde fevereiro de 1999, quando estava em 2,24%. Além da reação inicial ao IPCA, as taxas avançavam refletindo a cautela vinda do exterior.

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