Dólar
desce

Ibovespa
desce

Moeda norte-americana fecha em baixa de 0,22%
O movimento vendedor prevaleceu no câmbio no fim dos negócios após o dólar operar próximo à estabilidade, ora em alta, ora em baixa. Um dia após a votação da denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados, profissionais do mercado apontaram que a vitória já estava precificada e por isso o movimento foi mais fraco. Além disso, foi visto também um dólar no zero a zero no exterior, com os investidores à espera do relatório de emprego nos EUA (payroll). No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,22%, aos R$ 3,1133. O giro financeiro somou US$ 647 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1112 (-0,28%) e, na máxima, aos R$ 3,1272 (+0,51%).

Ibovespa sofre correção e termina em queda de 0,53%
Depois de emplacar cinco altas consecutivas e de encostar nos patamares pré-crise política, o Índice Bovespa sucumbiu a uma correção e fechou em queda de 0,53%, aos 66.777,13 pontos. Os gatilhos que deflagraram a correção, segundo profissionais do mercado, foram o viés negativo do mercado internacional e a consumação da vitória de Michel Temer na Câmara dos Deputados. Embora a repercussão da votação tenha sido essencialmente positiva, o mercado voltou ter dúvidas quanto à possibilidade de avanço da reforma da Previdência neste ano. O volume de negócios no dia somou R$ 6,9 bilhões, ante R$ 9,6 bilhões da véspera.

Ações da Petrobras sofrem perdas com preço do petróleo
O Ibovespa abriu em terreno positivo e chegou a subir 0,18% (67.256 pontos), mas inverteu o sinal diante da abertura negativa das bolsas de Nova York. A tendência de baixa se acelerou à tarde, com a deterioração dos preços do petróleo, que levaram as ações da Petrobras a aprofundar a queda com que já operavam. Os papéis da estatal, que haviam sido destaque de alta na véspera, terminaram o dia com perdas de 1,50% (ON) e de 1,48% (PN). Vale ON e PNA caíram 1,38% e 1,04%, respectivamente. O placar da vitória de Temer na Câmara ficou aquém das estimativas mais otimistas. De todo modo, a permanência de Temer foi considerada positiva por indicar menor chance de turbulência política à frente.

Percepção de risco político recai sobre taxas de juros
Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda firme, especialmente nos vencimentos longos, mais sensíveis à percepção do risco político. O principal condutor foi a repercussão positiva da decisão da Câmara dos Deputados, que rejeitou a denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (218.980 contratos) fechou em 8,185%, de 8,210% no ajuste anterior, e o DI para janeiro de 2019 (383.640 contratos) encerrou na mínima de 7,96%, de 8,02% no ajuste da véspera. A taxa do DI janeiro de 2021 (294.080 contratos) encerrou em 9,15%, de 9,23% no último ajuste, e a do DI janeiro de 2023 (57.265 contratos) caiu de 9,81% para 9,72%.

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