Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Índice acumula alta de 11,47% no ano
O Índice Bovespa teve na quarta-feira, 2, a quinta alta consecutiva, desta vez embalada pela expectativa de vitória do presidente Michel Temer na votação da denúncia contra ele na Câmara dos Deputados. Na prática, a rejeição à abertura de inquérito contra o presidente é vista como um passo importante para viabilizar a aprovação da reforma da Previdência neste ano. O índice marcou 67.135,99 pontos, alta de 0,93%. Os negócios somaram R$ 9,6 bilhões. Com as cinco altas consecutivas até ontem, o Ibovespa teve ganho acumulado de 3,27%. Com isso, passa a contabilizar valorização de 11,47% em 2017. As análises apontam manutenção da tendência, com alvo de 69.500 pontos no ano.

Petrobras e financeiras voltam a subir em bloco
A alta do dia foi influenciada principalmente pelas ações da Petrobras e dos bancos, que voltaram a subir em bloco. No caso da estatal petrolífera, contribuíram a alta dos preços do petróleo no mercado internacional e a percepção positiva com o cenário político doméstico. Petrobras ON teve alta de 2,56% e Petrobras PN ganhou 2,97%. Entre os bancos, o destaque foi Banco do Brasil, que avançou 4,03%. A ação do BB vem subindo pela expectativa positiva pelo balanço do segundo trimestre, mas também teria refletido a melhora da percepção política. De acordo com analistas, o mês de julho foi bastante positivo e contabilizou ingresso de R$ 3 bilhões em recursos externos.

Dólar segue movimento vendedor no exterior
À espera pela votação da denúncia contra o presidente Michel Temer, o dólar operou a maior parte do tempo em baixa. Além disso, o petróleo em alta de mais de 1% e a fraqueza da moeda americana no exterior contribuíram para o movimento vendedor. No mercado à vista, o dólar terminou com recuo de 0,18%, aos R$ 3,1202. O giro financeiro somou US$ 715 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1141 (-0,37%) e, na máxima, foi aos R$ 3,1381 (+0,39%). No mercado futuro, o dólar para setembro caiu 0,43%, aos R$ 3,1315. O volume financeiro movimentado somou US$ 13,07 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1320 (-0,41%) a R$ 3,1560 (+0,34%).

Taxas de juros encerra dia perto da mínima
Os juros futuros de longo prazo encerraram a sessão regular perto das mínimas do dia, também com a perspectiva de arrefecimento da crise política nacional. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (155.250 contratos) fechou em 8,210%, de 8,230% no ajuste de terça-feira. A taxa do DI para janeiro de 2019 (246 355 contratos) terminou em 8,02%, de 8,05% no último ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2020 (155.765 contratos) caiu de 8,69% para 8,64% e a do DI para janeiro de 2021 (271.545 contratos), de 9,28% para 9,23%. O DI para janeiro de 2023 (65 650 contratos) encerrou com taxa de 9,81% (mínima), de 9,88%.

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